• Relembre a trajetória de Roth da conquista da Libertadores à demissão
Na entrevista coletiva, Siegmann reconheceu que a pressão da torcida foi um dos fatores que fizeram com que a direção optasse pela demissão do técnico, que tinha contrato com o clube até o final do ano. "Vínhamos constatando inconformidade por parte da torcida em relação ao trabalho do Celso Roth. Isso foi um dos fatores que motivou a nossa decisão na tarde desta sexta."
Além disso, afirmou que este seria o momento ideal para a troca, em razão de o time ainda estar na primeira fase da Libertadores: “Se havia uma hora para mudar diante da insatisfação, essa hora seria agora”.
Decisão por demitir Roth ocorreu na casa de Fernando Carvalho
A decisão pela demissão de Celso Roth foi tomada em reunião da diretoria de futebol do clube com o presidente Giovanni Luigi, na casa do ex-vice de futebol Fernando Carvalho – que, por ironia, é vizinho de Roth. “As opiniões diferiram em alguns aspectos, mas foi constatada a necessidade de mudar”, explicou o dirigente.Apesar da demissão, Siegmann elogiou o trabalho de Roth na quarta passagem dele pelo Inter, na qual foi campeão da Libertadores. “É um técnico vitorioso, bicampeão da América. Sabemos da capacidade profissional dele, mas o futebol é uma coisa que tem a ver com momento.”
Siegmann não aponta substituto
O dirigente, contudo, não apontou substituto, apesar de revelar que há um nome que já está próximo. É o caso de Paulo Roberto Falcão, que deve assumir o time na próxima semana. “Eu não tenho nenhum nome. Temos cogitações nesse momento. São cogitações que têm uma tendência para se confirmar e evoluir para uma negociação. Mas não há nada definido”, despistou Siegmann, salientando que as opções no mercado são escassas.
Ídolo colorado e um dos símbolos da geração vitoriosa da década de 1970, Falcão foi técnico do Inter em 1993. Entretanto, não conseguiu classificar o Inter à segunda fase do Campeonato Brasileiro daquele ano – à época, a competição não era disputada da atual forma, em pontos corridos. Ele deixou o clube em 1994, pois recusou-se a assumir como dirigente.