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Inter descarta negociar jogadores na janela de transferências

Crise no Brasileirão é o principal motivo da nova política da direção

Inter descarta negociar jogadores na janela de transferências
Inter descarta negociar jogadores na janela de transferências Foto : Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
O Inter não recebeu propostas interessantes por seus jogadores, apesar das várias sondagens feitas nos últimos meses. E mesmo que uma oferta alta e concreta aterrissasse na mesa do presidente Vitorio Piffero, seria muito provável que o clube não vendesse nenhum dos seus principais atletas na janela de transferências internacionais que se encerra na próxima semana (31 de agosto). A crise que o time atravessa no Campeonato Brasileiro é o principal motivo da nova política.

A postura nada tem a ver com a condição financeira do clube, que continua bastante difícil — o Inter é um dos raros clubes do Brasil que ainda não pegou luvas (adiantamento) pelos direitos de televisionamento dos Brasileirões de 2021 a 2014, negociação que rendeu mais de R$ 100 milhões para alguns clubes. Trata-se, na verdade, de uma precaução contra o rebaixamento. Perder peças neste momento, quando as opções de reforços são escassas, seria um desastre.

“Estamos tranquilos, pois não houve proposta e, mesmo que houvesse, a chance de vender seria mínima. O presidente (Vitorio Piffero) sinalizou isso nas nossas conversas”, observa o vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho, que voltou ao cargo na emergência de salvar o clube da segunda divisão. “A nossa situação é muito complicada. Mas vamos sair dessa com muito trabalho”, enfatiza.

Nos últimos meses, emissários de clubes europeus e asiáticos buscaram informações sobre vários jogadores do Inter. Eduardo Sasha e Rodrigo Dourado foram os principais alvos. Valdívia, que recuperou-se de uma grave lesão e começou a jogar somente no final do semestre passado, também chegou a interessar a alguns clubes.

Nos últimos meses, o Inter vendeu o volante Nilton para o Vissel Kobe, do Japão, por R$ 8 milhões. Pouco antes, vendera o goleiro Alisson para a Itália, negócio que rendeu cerca de R$ 21 milhões ao clube. Outros negócios menores também foram realizados. No entanto, foram insuficientes para cobrir o déficit estrutural do clube, que — caso nenhuma venda seja feita conforme prometeu Piffero — continuará sob forte crise de caixa até o final da temporada.