"Fizemos a proposta, que é muito boa, por sinal, para acabar com a discussão. Mas o São Paulo não aceitou. Agora, vamos aguardar a decisão da Justiça. O direito do jogador de exercer a sua profissão tem de ser preservado", afirma Giovanni Luigi.
O Inter ofereceu R$ 10 milhões para ficar com Oscar em uma reunião que ocorreu na quinta-feira em São Paulo. O clube do Morumbi disse que avaliaria a oferta até a tarde do dia seguinte. Na sexta-feira à tarde, o diretor de futebol Adalberto Baptista entrou em contato com Fernandão pedindo "mais alguns minutos" antes da decisão final. Foi o último contato entre os clubes. O silêncio no final de semana foi a confirmação de que o diálogo não seria retomado.
"O assunto está nas mãos dos advogados, mas todo mundo sabe que privar um trabalhador de trabalhar é complicado", afirma Fernandão, que projeta uma longa batalha judicial: "Provavelmente, vamos conseguir uma liminar para ele voltar a jogar. Daí, o São Paulo vai conseguir outra, e, depois, nós conseguiremos outra. E assim por diante".
Em São Paulo, porém, Adalberto Baptista disse que ainda tem esperanças de ver Oscar defendendo o clube. E que esse foi o motivo da recusa à proposta do Inter. Ele confirma que pretende conversar com o jogador para convencê-lo a voltar para o Morumbi. "Eles querem falar pessoalmente e em particular com o Oscar. Mas o Oscar não quer falar com eles. Então, essa possibilidade não existe", afirma um dirigente colorado.