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Inter deve fazer pelo menos mais uma venda para fechar 2020 com equilíbrio financeiro

Diminuição de despesas não será suficiente para fazer frente à queda das receitas

Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

A crise financeira do Inter não é uma novidade, mas está alcançando patamares inéditos em 2020. Os efeitos da pandemia nas finanças são gigantes e, apesar do esforço levado a cabo pelo clube, a diminuição de despesas não será suficiente para fazer frente à queda das receitas. Por isso, o Inter deverá fazer pelo menos mais uma venda importante para fechar o ano com um mínimo de equilíbrio nas contas. O mais próximo de ser negociado é Edenilson.

O volante de 30 anos interessa ao Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Apesar de Eduardo Coudet ter solicitado a permanência do jogador, considerado por ele fundamental para a equipe, é grande a chance de os dirigentes efetivarem a venda, que deve render algo ao redor de 5 milhões de dólares (cerda de R$ 24 milhões). Curiosamente, mesmo envolvido em uma negociação, o meio-campista tem seguido como titular e ainda passou a ser capitão do time recentemente.

Na semana passada, o Conselho Deliberativo do Inter aprovou um novo orçamento para 2020. Segundo as contas, o déficit no ano deve ser de R$ 63 milhões – a projeção inicial, antes da pandemia, era de o Inter apresentar um déficit de R$ 13 milhões no ano. A venda de Bruno Fuchs para o CSKA, da Rússia, rendeu cerca de R$ 50 milhões para o clube. O valor ainda está aquém do projetado para a temporada.

Inicialmente, o clube estimava arrecadar R$ 95 milhões com a venda de atletas, mas diminuiu a projeção para R$ 80 milhões no novo orçamento. Houve também uma drástica redução nas estimativas de receitas totais do clube, principalmente pela falta de futebol por quatro meses durante o período mais grave da pandemia. Antes, o Inter projetava ter uma receita total de R$ 341,9 milhões. Agora, é de R$ 295,4 milhões. Ou seja, terá uma queda de R$ 46,5 milhões.