Externamente, existe forte disputa política. Tanto que nesta quinta-feira, o presidente Vitorio Piffero chamou um reunião de diretoria emergencial, marcada para esta sexta ao meio-dia, no Beira-Rio. Na pauta, a sucessão. Especula-se que Piffero pedirá mais alguns dias para anunciar oficialmente o seu apoio a Giovanni Luigi ou a Pedro Affatato. Com isso, ganhará tempo para fazer as costuras necessárias à pacificação da atual gestão.
Por ser do grupo de Piffero e Carvalho, Luigi é o favorito na corrida pelo apoio de Piffero e, principalmente, de Fernando Carvalho. No entanto, Affatato se mantém firme. “Vamos esgotar as negociações antes de qualquer decisão. Ninguém será candidato por vontade própria. A Situação terá só um nome na eleição”, afirma Affatato.
Além deles, há Mário Sérgio Martins, também integrante da atual gestão. Apesar de oficialmente já ter sido lançado ao pleito, é provável que retire-se em nome da união dos grupos de Situação. Os três, Luigi, Affatato e Mário Sérgio devem ser representados por apenas um candidato.
Na Oposição, o Convergência Colorada deve anunciar nos próximos dias sua disposição de não concorrer na eleição para presidente. “Estamos fazendo a avaliação do impacto que representaria o lançamento de uma chapa. Afinal, seria a Oposição a uma direção vencedora”, defende Andreas Müller, um dos líderes do grupo.
Cláudio Bier, que concorreu na última eleição como Oposição a Piffero, confirmou que também está se retirando do processo. Ou seja, resta apaziguar apenas os grupos de Situação. Feito isso, unido, o Inter terá apenas um candidato.