Haverá uma cerimônia para marcar a união. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, garantiu presença. O governador Tarso Genro não poderá estar no Beira-Rio devido a compromissos anteriormente firmados. Mas garantiu que irá ao estádio "somente para dar um abraço no Giovanni Luigi". Pela AG, é esperada a presença de Otávio Azevedo, seu presidente.
Mais do que qualquer outra coisa, a formalização do contrato traz alívio aos dirigentes. Apesar de projetar uma receita de cerca de R$ 75 milhões por ano com os ativos que receberá após a reforma, a Andrade Gutierrez não encontrou parceiros para fazer a obra. Nem um fundo de pensão ligado ao governo do Estado, como o do IPE, ou empresa privada participará do obra. Ou seja, é a própria empresa que arcará com os cerca de R$ 280 milhões necessários à conclusão do projeto. A este valor, somam-se os R$ 26 milhões que o Inter pagará para a empresa como contrapartida e os outros R$ 14 milhões que o clube já investiu quando tocava a obra com recursos próprios. O valor total dos investimentos, segundo estimativa de dezembro passado, é de R$ 331 milhões, mas poderá aumentar conforme forem surgindo as já esperadas novas prescrições da Fifa.
O presidente Giovanni Luigi, que sai fortalecido de todo o imbróglio, pois resistiu a uma série de pressões, sobretudo para levar a Copa para a Arena do Grêmio, garante que a obra deve começar logo. "O superintendente da Andrade Gutierrez me ligou no sábado e disse que vão conseguir iniciar todo o processo na terça-feira. Perguntaram se era possível começar a obra logo. Eu disse que, depois de assinado o contrato, podem começar quando quiserem", afirma.
O estádio estará pronto em 31 de dezembro de 2013. Uma das imposições de Luigi foi garantir que a AG não pedirá o fechamento do Beira-Rio, com o objetivo de acelerar as obras, em momento algum, com exceção dos últimos meses do próximo ano para a instalação do novo gramado.