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Inter encontra dificuldades para contratar substituto de Pezzolano

Condição na tabela, contrato até o fim do ano e eleição presidencial dificultam busca por novo treinador para a reta final do Brasileirão

Maurício Barbieri comanda o Juventude na Série B do Brasileirão
Maurício Barbieri comanda o Juventude na Série B do Brasileirão Foto : Fernando Alves/ECJ /CP

A busca do Inter por um substituto para Paulo Pezzolano, demitido na noite de domingo, esbarra em uma série de dificuldades. Os nomes considerados prioritários pelo executivo Fabinho Soldado, até o momento, não aceitaram a proposta colorada para assumir o time nas dez rodadas finais do Campeonato Brasileiro, justamente no momento mais delicado da temporada.

A situação do clube na tabela é um dos fatores que pesam na decisão dos treinadores. O Inter está na zona de rebaixamento e precisa reagir rapidamente. O vínculo oferecido, inicialmente apenas até o fim do ano, também não é considerado atrativo. A eleição presidencial, marcada para os próximos meses, acrescenta outro componente de incerteza: o técnico contratado agora poderá não permanecer caso haja mudança no comando do clube.

O próprio elenco é outro ponto levado em consideração nas conversas. Sem a possibilidade de novas contratações, o próximo treinador terá de trabalhar com o grupo atual para tentar tirar o Inter da parte de baixo da classificação.

Zubeldia é o preferido

Luiz Zubeldia é o nome preferido da direção. Livre no mercado, o argentino tem experiência recente no futebol brasileiro, com passagens por São Paulo e Fluminense. Seu histórico de bons inícios de trabalho também pesa na avaliação dos dirigentes, que enxergam nele o perfil necessário para uma reação imediata.

Maurício Barbieri aparece como outra possibilidade. O treinador está no Juventude e, para deixar o clube da Serra, seria necessária uma negociação entre as duas equipes. Barbieri, por sua vez, não teria demonstrado interesse em trocar o projeto do Juventude pela pressão de assumir o Inter neste momento.

Lisca também está no radar, assim como Jair Ventura, que trabalha no Vitória. O clube baiano, assim como o Inter, também convive com o risco de rebaixamento, o que torna uma eventual negociação mais complexa.

O tempo, porém, joga a favor de quem assumir. O Inter terá mais de duas semanas sem partidas para o novo treinador conhecer o elenco, reorganizar a equipe e implementar suas ideias. O próximo compromisso está marcado apenas para 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio.

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