Ou seja, Nilmar vive uma situação excêntrica. Teoricamente, rescindiu o contrato, mas não assinou os papéis nem recebeu os valores que lhe são devidos. Para completar, o atacante, que está no Brasil, teme voltar ao Catar para tentar definir sua situação e não conseguir mais sair de lá. Afinal, reter o passaporte de jogadores em litígio não é um artifício incomum no país.
No final do ano passado, o mesmo Al-Jaish não permitiu a saída do atacante franco-argelino Zahir Belounis até que ele assinasse um documento abrindo mão de valores. Antes de ser liberado para voltar à França, Belounis ameaçou fazer greve de fome e apelou até ao ex-jogador Zidane por meio de uma carta.
Este tipo de coação ocorre porque no Catar um trabalhador, de qualquer ramo de atividade, precisa da intervenção de um “patrocinador” para entrar, exercer suas atividades e também sair do país. No caso do futebol, são os clubes que exercem essa função.
O empresário de Nilmar, Orlando da Hora, deve mandar um advogado brasileiro ao Catar para tentar solucionar a questão. Por enquanto, Nilmar não pensa em retornar ao país. Em Porto Alegre, ele já reiniciou os treinos em uma academia.