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Inter encontra portas fechadas no mercado e amplia busca por técnico

Sem recursos, na zona de rebaixamento e em meio ao processo eleitoral, Colorado já ouviu negativas de pelo menos quatro profissionais. Eduardo Baptista, do Criciúma, virou opção

Fabinho busca um substituto para Paulo Pezzolano
Fabinho busca um substituto para Paulo Pezzolano Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

O Inter está encontrando dificuldades para contratar o substituto de Paulo Pezzolano. Em meio a uma situação financeira delicada, afundado na zona de rebaixamento, com restrições para contratar jogadores e às vésperas de um processo eleitoral, o clube tem pouco a oferecer aos profissionais procurados. Pelo menos quatro ou cinco treinadores foram sondados ou receberam propostas e não aceitaram assumir o comando da equipe neste momento.

A intenção inicial da direção era ter um novo técnico no CT Parque Gigante já nesta quarta-feira. As recusas, porém, fizeram que o prazo fosse ampliado. A expectativa agora é de que o substituto seja definido até o final da semana. O elenco, enquanto isso, segue sob o comando interino de Pablo Fernandez. O Inter só voltará a campo em 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio.

O primeiro nome escolhido pela direção foi Luiz Zubeldía. O argentino, que conhece o futebol brasileiro e acumula trabalhos de destaque no São Paulo e no Fluminense, era visto como o perfil capaz de assumir a equipe e tentar uma reação nas últimas rodadas do Brasileirão. O projeto apresentado, porém, não foi suficiente para convencê-lo.

Na sequência, o clube buscou informações sobre Diego Aguirre. O uruguaio está empregado no Peñarol e não demonstrou interesse em deixar o clube neste momento. Situação semelhante ocorreu com Maurício Barbieri, que trabalha no Juventude e também não aceitou a proposta para assumir o Inter agora. Nas últimas horas, um nome que ganhou força foi o de Eduardo Baptista, do Criciúma. Ele comandou o time em jogo pela Série B na noite de ontem contra o Operário, em casa, mas aceitaria o desafio.

Jair Ventura passou a ser tratado como plano A depois das primeiras negativas. O treinador gostaria de trabalhar no Inter e também teria interesse em atuar ao lado de Abel Braga. O problema é que ele não pretende deixar o Vitória por iniciativa própria neste momento.

Jair foi mantido no cargo pelo clube baiano mesmo depois de atravessar momentos de turbulência durante a temporada. Sua intenção é permanecer no Vitória até o fim do trabalho, a menos que seja demitido. A direção do Leão, por sua vez, não sinaliza intenção dispensá-lo.

O cenário deixa o Inter diante de uma tarefa que se tornou mais complexa pela própria situação do clube. A direção precisa encontrar um treinador disposto a assumir uma equipe pressionada, com dez rodadas pela frente no Campeonato Brasileiro e a missão de evitar o rebaixamento.

Além das dificuldades esportivas e financeiras, o clube ainda convive com a proximidade da eleição. Nesse contexto, o peso da história colorada e a possibilidade de uma reação na reta final do campeonato aparecem como os principais argumentos para tentar convencer um profissional a assumir o cargo. Por enquanto, porém, eles não têm sido suficientes.

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