A escolha de um vice-presidente de futebol permanece como um impasse no Inter. A nomeação é determinada pelo estatuto do clube, embora o papel tenha perdido relevância ao longo dos anos com o avanço da profissionalização da gestão. Mesmo assim, o presidente Alessandro Barcellos precisará indicar um nome para a função. O entrave está na dificuldade de encontrar alternativas disponíveis.
Na prática, o comando do futebol colorado está concentrado em profissionais contratados. Fabinho Soldado atua como diretor executivo, com amplos poderes para conduzir o departamento, prerrogativas concedidas diretamente por Barcellos. A estrutura ganhou ainda um reforço recente com a chegada de Abel Braga, que passou a exercer a função de diretor técnico.
No início da temporada, um dos nomes ventilados para o cargo foi o de Victor Grunberg. No entanto, por integrar a nominata de vice-presidentes eleitos, ele está impedido estatutariamente de assumir a vice-presidência de futebol. Apesar disso, Grunberg se aproximou do dia a dia do departamento neste período, especialmente durante o afastamento temporário de Barcellos, que participa de um estágio promovido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na Europa.
O Inter está sem vice-presidente de futebol desde o encerramento do Campeonato Brasileiro do ano passado. Após uma campanha marcada pela instabilidade e pela luta contra o rebaixamento até a última rodada, houve uma queda da cúpula do vestiário. Deixaram seus cargos o então vice de futebol José Olavo Bisol e o executivo André Mazzuco, dando início a uma reestruturação que ainda não foi concluída.