A primeira parte da solução está nas mãos da própria direção. Eles agilizarão a procura de um meia que possa executar a tarefa de ligar o meio-campo com o ataque. A busca é por um legítimo camisa 10, uma das "mercadorias" mais raras e cobiçadas do mercado do futebol.
"A diferença (entre D'Alessandro e o reserva) não pode ser tão grande. Estamos analisando esta situação, conversando com a comissão técnica e buscando soluções", enfatiza o diretor de futebol, Marcelo Medeiros.
Há dois empecilhos na busca pelo reforço. O primeiro é a falta de recursos, que impede investimentos mais volumosos. A outra é que a janela de transferências para jogadores que estão no Exterior está fechada. E só reabre em 20 de junho. Ou seja, neste momento, o mercado nacional é a única alternativa.
Paciência com Dátolo
A outra é tarefa - interna - e cabe, sobretudo, a Dunga. Os dirigentes irão conversar com o treinador para convencê-lo - se é que será necessário, depois da atuação no estádio do Arruda - da necessidade de criar esquemas opcionais para a falta do argentino.
Além disso, pedirão a Dunga paciência com Dátolo, contratado no começo do ano passado justamente para suprir a possível (e provável, naquela época) venda de D'Alessandro para o futebol chinês. Dátolo, porém, tem decepcionado. "É um jogador do grupo. Vamos recuperá-lo", finaliza Marcelo Medeiros.