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Inter estuda multar AG por atraso em obra do Beira-Rio

Reforma no estádio pode não ser concluída até 31 de dezembro

Contrato prevê multa para atraso
Contrato prevê multa para atraso Foto : Shaun Botterill / Divulgação Getty Images South America / CP
Publicamente, os dirigentes colorados ainda mantém o discurso confirmando a reabertura do Beira-Rio nos primeiros dias de janeiro. Ou seja, creem — ou fingem — que ele estará pronto no dia 31 de dezembro, prazo estipulado no contrato assinado com a construtora Andrade Gutierrez. No entanto, internamente, movimentam-se para reestudar o contrato. Advogados já foram mobilizados para examinar as penalidades previstas no documento para o caso de atraso na entrega da obra.

O presidente Giovanni Luigi está sendo pressionado por colegas dirigentes e, principalmente, por conselheiros. Na última reunião do Conselho Deliberativo, quarta-feira, ele foi inquirido sobre o assunto. “Perguntaram sobre o atraso na obra, que parece evidente, e a possibilidade de multa. O Luigi respondeu com todas as letras que mandará um ofício para a construtora no dia 2 de janeiro, assim que o atraso se consumar”, informou um conselheiro.

Fontes consultadas pelo CP confirmam a existência de multa no contrato. Divergem, porém, sobre a forma que a penalidade pode ocorrer. Alguns dizem que ela pode ser aplicada a cada jogo que o Inter é impedido de realizar no Beira-Rio após o dia 31 de dezembro. Outros garantem que a penalidade incide por dia de atraso.

Depois de pronto, o Inter precisa — é incumbência dele, não da construtora — obter todas as liberações legais antes de usar o estádio. O primeiro jogo do clube pelo Gauchão como mandante é no dia 18 de janeiro, diante do São Luiz de Ijuí.

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