A China tem um quinto da população mundial e a segunda economia mais pujante do planeta - atrás somente dos Estados Unidos. São bilhões de consumidores, dos quais boa parte aprecia e compra produtos ligados ao futebol. Consciente desta realidade, o Inter segue em busca de parcerias nesse país. Novidades podem ser anunciadas em julho.
O projeto não é novo. No final do ano passado, os dirigentes colorados negociaram com representantes de Binzhou. A ideia era fazer uma parceria para desenvolver o futebol nessa cidade, com patrocínio de um grupo empresarial automotivo e consultoria técnica do Inter. O negócio brecou quando chegou nos valores. “Parou, mas não está descartado. Pode ser retomado a qualquer momento”, observou o assessor especial da presidência do Inter, Luiz Carlos Paraguassú.
Fora do clube, ele trabalha para os chineses em negócios no Rio Grande do Sul e conhece bem a forma de eles negociarem. Com a possibilidade de Binzhou deixada de lado, o Inter passou a analisar outras ofertas. Uma delas é de um grupo empresarial ligado ao mercado de esportes da região de Xangai. O projeto é menos abrangente, mas igualmente rentável. “Todo mundo está negociando de alguma forma com os chineses. O Inter não pode ficar de fora desse mercado que é cada vez mais estratégico”, disse Paraguassú.
Depois dos contatos iniciais, o clube recebeu, há duas semanas, uma comitiva de chineses, que mostrou planos que envolvem, além do desenvolvimento do futebol na região, marketing e projeção da marca do clube na China. Até julho, o Inter deve manifestar-se sobre a proposta, deixando-a de lado ou partindo para o seu desenvolvimento. O futebol chinês está em crescimento e o país quer tornar-se potência futebolística em poucos anos.
Inter estuda parceria chinesa
Clube ainda pode fechar projeto com representantes de Binzhou