A derrota no estádio Serra Dourada, de virada, para o Goiás, comprometeu o projeto de buscar uma vaga na Libertadores. Agora, o Inter depende, segundo as contas de Argel Fucks e dos dirigentes, de quatro vitórias nos cinco jogos que restam no Campeonato Brasileiro. Ou seja, se por um lado os números não animam, por outro mantêm a esperança. “Não tem nada perdido e ainda dependemos da gente. Precisamos fazer o dever de casa e buscar pontos fora”, resignou-se o treinador, ainda em Goiânia.
O ânimo dos colorados se baseia em dois fatores fundamentais. Primeiro: o Santos, um dos concorrentes pelo G-4, está na final da Copa do Brasil. Se superar o Palmeiras e chegar ao título, abrirá mais uma vaga na Libertadores via Brasileirão. Além disso, a tabela das últimas cinco rodadas é, em tese, melhor para o Inter que para o São Paulo, que também concorre pelo lugar. “Temos de fazer a nossa parte, que é vencer os nossos jogos.
Se conseguirmos isso, poderemos chegar à Libertadores, que é o nosso grande objetivo”, observa o vice-presidente de futebol, Carlos Pellegrini. O Inter ainda enfrenta, na sequência, Ponte Preta (casa), Chapecoense (fora), Grêmio (casa), Fluminense (fora) e Cruzeiro (casa). O São Paulo, que tem três pontos de vantagem em relação aos colorados, pega Cruzeiro (fora), Atlético-MG (casa), Corinthians (fora), Figueirense (casa) e Goiás (fora).
“Aumentou a dificuldade, pois temos um jogo a menos. Ficamos três pontos atrás dos nossos adversários diretos, mas agora temos um jogo em casa. É sempre bom lembrar que a lógica desse campeonato é que o time mandante é o grande favorito. Antes tínhamos que vencer quatro em seis partidas. Agora é quatro em cinco. É quase a mesma coisa. Temos esse grupo e é nele que confiamos que vamos conseguir”, afirmou o presidente colorado, Vitorio Piffero, em entrevista em Goiânia.
Inter faz as contas para classificação à Libertadores
Chance de G4 virar G5 motiva Colorado apesar de derrota contra Goiás