Há um rito preestabelecido. Em um primeiro momento, o presidente do Inter, Giovanni Luigi, defenderá a parceria. O principal argumento é de que o Inter, só, não tem condições financeiras de tocar a obra. Em seguida, Luiz Carlos Bortolini, presidente do Conselho Deliberativo (CD), abrirá espaço para as observações dos conselheiros. Será a etapa mais longa, já que todos, sem exceção, poderão tecer comentários e fazer questionamentos. Somente então a matéria passará por votação nominal. Ou seja, um por um, cada conselheiro votará "sim", "não" ou se absterá. Ao cabo das discussões, e apesar da ferrenha oposição de importantes conselheiros, a parceria com a Andrade Gutierrez deve ser aprovada por ampla maioria. Essa é a projeção. "É o melhor negócio para o futuro do Inter", defende Luigi.
As obras do Beira-Rio estão paradas desde maio. Segundo o cronograma apresentado pela construtora, é possível finalizá-las em 18 meses. O custo é de cerca de R$ 300 milhões, dos quais o Inter bancará cerca de R$ 50 milhões. O restante virá de investidores, entre os quais deve estar a família Assis Moreira. O novo Beira-Rio, pronto, terá capacidade para 52 mil torcedores.
A Nike confirmou nessa quarta-feira um contrato de quatro anos como Inter. O clube receberá R$ 60 milhões. Os novos uniformes devem ficar prontos em fevereiro. A parceria havia sido antecipada pelo Correio do Povo.