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Inter ficará atento à Copa da África

Pelo menos três dos cinco candidatos à vaga de técnico do clube estarão no mundial

Inter ficará atento à Copa da África
Inter ficará atento à Copa da África Foto : AFP
O Inter está mais atento do que nunca à Copa do Mundo. Nada menos do que três dos cinco candidatos à vaga de treinador do clube estão ou estarão na África do Sul. A grande ambição segue sendo Felipão, cuja contratação ainda é vista como complicada até pelos mais otimistas. Por isso, o leque foi aberto. Agora, contempla mais quatro nomes e pode continuar aumentando. Dunga desponta entre eles. Em outra frente, informações divulgadas em Minas Gerais dão conta de que o Inter estaria disposto a contratar Eduardo Maluf, diretor de futebol demitido pelo Cruzeiro nesta semana.

Felipão estará na África, mas não no comando de alguma seleção. Ele tem contrato de comentarista com uma emissora de TV. Garante que definirá o futuro na segunda quinzena de julho. Além de Dunga e Felipão, Adílson Batista, Abel Braga e Carlos Alberto Parreira completam a relação atual. O novo treinador do Inter será uma dessas cinco opções, a menos que ocorra algo inesperado, contrariando a expectativa dos próprios dirigentes colorados. Todos os profissionais têm prós e contras, que estão sendo analisados sem pressa pelo vice de futebol, Fernando Carvalho. Não há um prazo definido para o fim das tratativas e o anúncio do contratado.

O preparador físico Fábio Mahseredjian, que faz parte da comissão técnica da Seleção Brasileira e vive o dia a dia de Dunga, será chamado a contribuir no processo quando for preciso. Ele está atento aos métodos do estreante técnico na Seleção. Apesar de ser considerado um profissional sem experiência, Dunga tem personalidade forte, uma das características buscadas. O que pesa contra é a perspectiva de ele continuar na África do Sul até as fases finais da competição.

Parreira é o técnico da África do Sul, anfitriã da Copa. No entanto, espera-se que a sua participação no evento seja curta, talvez não passando das oitavas de final. Ele se enquadra no perfil vencedor procurado pelo clube e seria respeitado pelos jogadores no vestiário. Além disso, conhece e admira o Inter, por onde passou no começo no ano 2000. Pesa contra a aparente falta de motivação para trabalhar em clubes.

Abel Braga despontava como um dos favoritos. Apesar da boa vida nos Emirados Árabes, a esposa quer voltar para o Brasil, assim como ele. A possibilidade de conquistar a Libertadores e de disputar outra vez o Mundial Interclubes seduz, mas falta acertar a rescisão com o Al-Jazira. Ele, inclusive, teria recebido um adiantamento salarial antes de voltar ao Brasil para passar férias. Portanto, trata-se de um negócio complicado.

Contra Adilson pesa a forte rejeição, inclusive entre os dirigentes colorados. O rótulo de "Capitão América", conquistado durante a passagem de sucesso pelo Grêmio, constrange no Beira-Rio. Mas é um técnico "barato", conhece bem o grupo e pode perder o emprego no Cruzeiro devido à pressão exercida pela torcida. Seu passado no Grêmio, porém, diminui a sua cotação.

Dinheiro nunca foi empecilho. Afinal, o Inter estava disposto a pagar R$ 1 milhão mensal para Vanderlei Luxemburgo e sua trupe em janeiro. E só não o fez devido a um desacerto de ordem "filosófica" entre Carvalho e o atual treinador do Atlético-MG. Então, veio Jorge Fossati, na época o número 2 da lista, por metade desse valor.