A volta de D’Alessandro, após uma temporada no River Plate, pode não ser o único reforço do Inter que fala espanhol para a temporada. Os atuais dirigentes do clube, com pouco dinheiro em caixa, analisam o cenário sul-americano com especial atenção.
“Nós mapeamos todo o mercado brasileiro, incluindo os clubes menores. No Exterior, também analisamos, principalmente os países sul-americanos, que tem maior tradição no futebol”, observa o vice de futebol Roberto Melo. Ele, repetindo o discurso de praticamente todas as suas entrevistas, salienta que o atual grupo do Inter tem qualidade — apesar da queda para a segunda divisão.
“Temos consciência das carências e vamos qualificar o time, mas sem pressa”, continua o dirigente, que tem experiência no cargo. Como principal auxiliar de Marcelo Medeiros quando este era vice de futebol na gestão de Giovanni Luigi, ele já errou e já acertou ao trazer jogadores de fora do Brasil. Trouxe Aránguiz, que transformou-se em um dos principais jogadores da América do Sul, mas também contratou Luque, que nunca chegou a ser realmente aproveitado no Beira-Rio.
A Argentina, sempre um mercado importante, vive uma crise devido à drástica diminuição das cotas de TV. Principalmente os clubes médios e pequenos sofrem com a falta de dinheiro. Outros países, como Equador, Colômbia, Chile e Uruguai, também são tradicionais fornecedores de jogadores, especialmente, para o Inter. E em todos eles os valores praticados são inferiores aos do Brasil, facilitando possíveis contratações.
Inter foca no mercado sul-americano para contratações
Direção volta-se para países como a Argentina na busca por reforços para a temporada 2017