Fora das fases finais do primeiro turno do Gauchão, o Inter só volta a campo em 9 de março, contra o Ypiranga e com time titular, na estreia da Taça Farroupilha. Pela Libertadores, o próximo compromisso é frente o Jorge Wilstermann, lanterna da chave, na Bolívia, no dia 16.
“Golatti” desequilibra
Sem ter que se preocupar com as jogadas de D'Alessandro, que está lesionado e não jogou, o Jaguares tratou de incomodar o Inter quando a bola rolou. Ainda que não tenha levado grande perigo nos minutos iniciais, os mexicanos conseguiram manter os comandados de Celso Roth no campo de defesa. Os colorados só arrancaram o primeiro “Uh” da torcida aos 8, quando Damião girou e chutou de dentro da área. Mandou para fora uma boa chance. A resposta, porém, não tardou. Frías testou os reflexos de Lauro em uma cabeçada pouco depois, em um lance no qual a defesa ficou estática. O Jaguares mostrava que estava disposto a cometer o crime no Gigante. Porém, eles não têm Bolatti. O volante argentino – que já havia marcado contra o Emelec – começou a comprovar seu faro para gol aos 19, quando concluiu depois de escanteio cobrado por Zé Roberto e abriu o placar.
O gol não arrefeceu o ímpeto dos mexicanos, que seguiram apostando nos contragolpes rápidos para tentar o empate. Quando não conseguiam chegar ao fundo, arriscavam de longe, como aos 23, quando novamente Frías assustou a torcida. Ele virou e chutou da intermediária. Lauro caiu no canto certo, mas só pôde torcer para que ela saísse. Deu certo, e a vantagem se manteve.
Se o resultado estava melhor que a atuação no fim do primeiro tempo, Bolatti aumentou essa vantagem. Na cobrança de falta, Zé Roberto levantou na área. Numa sequência de três toques de cabeça, Sorondo desviou, Cavenaghi jogou para o meio e Bolatti meteu para o gol: 2 a 0 com sotaque castelhano.
Dois vira, quatro acaba
Depois do intervalo, o Jaguares continuou fazendo o Inter suar. Mesmo em casa, os comandados de Celso Roth aceitaram e não se aventuraram muito no ataque. Assim, apesar da vantagem no marcador, a torcida vaiou o time e não perdoou: gritou “Burro, Burro” aos 19 minutos.A cobrança pareceu surtir efeito no minuto seguinte. O goleiro Villalpando bateu roupa na cobrança de falta de Zé Roberto, Cavenaghi pegou o rebote, mas perdeu um gol feito ao acertar a trave. Sorte a dele que Leandro Damião estava no lugar certo para conferir e ampliar.
Em ritmo lento, o Inter administrou o jogo. Celso Roth, entretanto, não se livrou de ouvir mais xingamentos da torcida, quando sacou Leandro Damião para a entrada de Oscar. Os resmungos, porém, não se repetiram ao final do confronto. Até porque foi do próprio Oscar uma pintura, já nos acréscimos. Sem medo de ser feliz, o jovem meia pegou na veia de fora da área. A bola carimbou a trave direita antes de fazer o Beira-Rio explodir pela quarta e última vez na noite. E – felizes – os mais de 26 mil colorados que foram ao estádio voltaram para casa, sorrindo e líderes do grupo.
Libertadores 2011 – Grupo 6
Inter 4
Lauro; Nei, Índio, Sorondo e Kleber; Wilson Matias, Bolatti, Guiñazu e Zé Roberto (Andrezinho); Cavenaghi (Alecsandro) e Leandro Damião (Oscar). Técnico: Celso Roth.
Jaguares 0
Villalpando; Miguel Martinez, Ismael Fuentes (Omar Flores), Sanchéz e Marvin Cabrera; Rojas, Manzo (Zamora), Rodríguez e Hernandéz; Torres (Salazar) e Júlio Frias. Técnico: José Guadalupe Cruz.
Gols: Bolatti (19/1º e 43/1º); Leandro Damião (20/2º); Oscar (45/2º);
Cartões amarelos: Bolatti, Kleber, Sorondo e Zé Roberto (I); Martinez, Rodríguez e Cabrera (J);
Expulsão: Rodríguez (J);
Arbitragem: Roberto Silvecomo, auxiliado por William Casavieja e Marcelo Costa (trio uruguaio);
Público: 26.337 torcedores;
Local: estádio Beira-Rio.