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Inter goleia Santo André no Beira-Rio

Colorado faz 4 a 1 e garante o vice-campeonato brasileiro

Alecsandro marcou o primeiro no Beira-Rio
Alecsandro marcou o primeiro no Beira-Rio Foto : Cristiano Estrela
Quase deu! Se serve de consolo, o Inter fez a sua parte e goleou o Santo André por 4 a 1 no Beira-Rio, neste domingo, no estádio Beira-Rio. O resultado, porém, não foi suficiente para dar ao clube o tetracampeonato brasileiro, pois o Grêmio terminou derrotado de virada pelo Flamengo no Maracanã, resultado que garantiu o sexto título nacional ao rubro-negro. Resta aos colorados conformarem-se com a vaga na Libertadores da América. O torcedor reconheceu o esforço e aplaudiu os jogadores no fim da partida.

Primeiro tempo de esperança

O primeiro tempo do Inter foi digno de campeão. O time foi todo ataque e buscou a vitória de maneira organizada e decidida. Nos 45 minutos iniciais, o Santo André assustou apenas em dois momentos. O primeiro foi logo após o início da partida. O árbitro viu mão de Danilo Silva na risca da meia lua. O cobrador? Marcelinho Carioca. Seria um lance de perigo se o camisa 7 paulista repetisse as famosas cobranças da década passada. No entanto, bateu rasteiro, facilitando para a defesa e aliviando a torcida. Depois disso, o Inter controlou as ações e foi para o ataque.

Apesar da pressão, nada de gol nos minutos seguintes. Coube a Roberson, atacante gremista, a missão de fazer o Beira-Rio explodir pela primeira vez na tarde de domingo. E o horário histórico é 17h25min. Foi nesse momento que um jogador do Grêmio fez 30 mil colorados vibrarem de alegria e comemorarem um gol do maior e centenário rival.

E segundos depois foi a vez dos torcedores do Beira-Rio gritarem com um de "prata da casa". No cruzamento de Kléber, Alecsandro, vaiado antes do jogo, subiu mais que a zaga e, do terceiro andar, cabeceou para o fundo das redes de Neneca, abrindo o placar e mantendo o clima de euforia na Padre Cacique. A animação se manteve e no minuto seguinte, D'Alessandro achou Kléber dentro da área. O lateral dominou e chutou. A bola tirou tinta do travessão.

Mesmo com o resultado a favor - em Porto Alegre e no Rio de Janeiro -, os jogadores colorados não quiseram saber de administrar. Aos 33, Andrezinho cobrou escanteio no segundo poste. Lá estava Taison, que escorou para a outra trave e então a bola encontrou Índio. No último jogo do Brasileirão, o zagueiro anotou o seu primeiro na competição e ampliou o placar.

Antes do término da primeira etapa, o segundo lance de perigo dos visitantes. O rebote da bola alçada na área de Lauro sobrou para Marcelinho Carioca. O meia mandou um torpedo pouco à frente da intermediária e exigiu uma boa defesa do goleiro colorado.

Segundo tempo de administração

O Inter entrou como campeão para os 45 minutos finais do Campeonato Brasileiro. O clima no Beira-Rio era de muita expectativa. Afinal, como disse o presidente do Grêmio, Duda Kroeff, na semana passada: "O Inter nunca pode confiar no Grêmio e vice-versa".

Com a vitória assegurada, o time de Mário Sérgio segurou um pouco o ímpeto ofensivo e, ao invés de criar as jogadas, passou a explorar os contra-ataques. O Santo André precisava virar para tentar fugir da degola. E se esforçou. Entretanto, a ausência de qualidade prejudicou a equipe na frente. Os visitantes ameaçaram, mas sofriam quando os colorados partiam à frente.

Coube ao Inter, então, ampliar o marcador e se despedir do ano do centenário com goleada, que começou a tomar forma com Andrezinho. De falta, pouco antes da marca da grande área, o meia colocou no ângulo direito da baliza de Júlio César, que substituiu Neneca ainda antes do intervalo.

O panorama se manteve depois do terceiro, mas a festa da torcida diminuiu quando o Flamengo virou no Maracanã. Os jogadores continuaram focados. Aos 37 minutos, Taison - que jogou bem -, cruzou para Giuliano cabecear para o fundo das redes. Antes do fim da partida, Nunes, de pênalti, anotou o de honra do Santo André.

Apesar da goleada, o resultado foi insuficiente para dar o tetracampeonato brasileiro ao Inter. Restou a resignação aos jogadores. "Fizemos a nossa parte", como definiu Sandro. Ainda assim, os atletas saíram todos aplaudidos no último confronto do ano do centenário. 


INTER: Lauro; Danilo Silva, Índio, Bolívar e Kléber; Sandro, Andrezinho (Fabiano Eller), Giuliano e D´Alessandro; Taison e Alecsandro (Marquinhos). Técnico: Mário Sérgio.

SANTO ANDRÉ: Neneca (Júlio César); Rômulo, Marcel, Vinícius e Arthur; Ricardo Conceição, Júnior Dutra, Camilo (Fernando) e Marcelinho Carioca (Rodriguinho); Nunes e Wanderley. Técnico: Sérgio Soares.