Nela, camisetas – do Inter e de adversários –, flâmulas, bolas, recortes de jornais, medalhas, entre outros objetos resgatam o período mais vencedor colorado: de 2006 a 2011. Nesses anos, além de Gauchões, o clube venceu duas Libertadores, um Mundial, duas Recopas, uma Sul-Americana, além de ganhar a Copa Dubai e ser terceiro colocado do Mundial-2010 e da Copa Audi.
Três figuras marcantes inauguram um canto especial no museu: Fernandão, Clemer e D'Alessandro. O trio emprestou alguns itens para compor uma exposição que lembrará os principais ídolos colorados. “A ideia é que fiquem por pelo menos seis meses”, explicou o curador do museu do Inter, Nico Rocha. Quando houver trocas, outros atletas ou ex-atletas serão convidados a ceder materiais provisoriamente ao museu.
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Além da nova seção, o museu do Inter reformulou a exposição já existente, no módulo Figuras Notáveis. A partir desta quinta, torcedores poderão conferir acervos pessoais de Caíco, Luizinho, Larry e Sadi. Os quatro também estiveram no lançamento. “Estamos abrindo espaço para alguns dos atletas que fizeram parte da história vitoriosa e gloriosa do clube”, frisou o presidente Giovanni Luigi. “O clube rende e venerará sempre homenagens.”
Fernandão relembra reunião decisiva para o Mundial
Capitão do Mundial-2006 e atual técnico do Inter, Fernandão deixou ali dois pares de chuteiras: “A vermelha usei no Mundial e amarela, na Libertadores”, explicou ele, presente no lançamento da mostra, nesta quarta-feira. Os calçados foram considerados os principais mimos do hoje treinador. A camiseta usada no duelo contra o Barcelona será exposta em breve – estava recém chegando ao museu no fim da manhã desta quarta. “Eu não lavei até hoje”, revelou Fernandão.
Principal figura daquele Inter vencedor de seis anos atrás, Fernandão citou uma reunião apenas entre os jogadores como algo fundamental para a conquista: “Era pra durar 15 minutos, durou duas horas e meia. Abrimos a porta. Sabíamos que tudo poderia acontecer, mas que a gente iria lutar muito”, contou.
Pudera. Era véspera da final do Mundial e, um dia antes, o time titular do Inter levou 5 a 0 dos reservas, cuja formação imitou à do Barcelona. “O Abel (Braga, técnico) ficou louco. Só que o que ele tinha combinado, a gente tinha feito errado. Não era daquele jeito. Na hora do almoço eu pedi, porque a gente tomou 5 do time reserva, imagina o que ia acontecer no jogo”.
O final da história todo mundo já sabe. E Fernandão guarda com carinho as recordações: “Deus fez a história da maneira certa, um enredo bonito e terminou de uma maneira muito boa, com o gol do Gabiru. Se tivesse sido Clemer, Iarley eu Edinho... aquele grupo não queria saber quem ia fazer o gol, o grupo queria ganhar título”.
• Horário do Museu do Inter no feriadão
Quinta-feira (15/11): das 10h às 16h. Bilheteria até 15h30min.
Sábado (17/11): das 10h às 18h. Bilheteria até 17h30min.
Domingo (18/11): das 13h às 19h. Bilheteria até 18h30min.