O valor está no Balanço de Resultados Orçamentários, que está sendo encaminhado para os conselheiros durante a semana. Os números financeiros do clube entre janeiro e julho serão apreciados pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira, em reunião que promete ser tensa até pelo momento vivido pelo time em campo.
O valor gasto com futebol é 35% mais alto que os R$ 82,2 milhões previstos no orçamento. Nos R$ 110,7 milhões estão incluídos salários, encargos e prêmios dos jogadores e da comissão técnica. Também abrange os gastos com reforços, sobretudo com a vinda de Ignácio Scocco, uma das contratações mais caras dos últimos tempos.
O clube, em termos gerais, tem uma situação financeira saudável, apesar do excesso de gastos no futebol. As vendas de Rodrigo Moledo e Fred, além de outras menores, injetaram R$ 71,5 milhões nos cofres colorados no período. Com isso, o Inter fecha os primeiros sete meses com um resultado operacional líquido de R$ 5,5 milhões - embora o valor seja 63% menor que o previsto no orçamento.
Alguns conselheiros, porém, acreditam que se não houver uma redução nas despesas, sobretudo com a folha de pagamento do futebol, o clube fechará o ano em dificuldades financeiras.