Desempregado desde que deixou a Seleção Brasileira, em 2010, Dunga surge entre os principais nomes para assumir, segundo assessores do presidente Giovanni Luigi ouvidos pelo editor de esportes do Correio do Povo Hiltor Mombach. “Nós não vamos falar em nomes agora. O Inter tem duas partidas pela frente”, despistou Davi, referindo-se à partida contra a Portuguesa e ao Gre-Nal, que fecha a participação colorada no Brasileirão.
Outras opções cogitadas foram praticamente descartadas. Abel Braga, que chegou a admitir a possibilidade de acertar com o Inter, deve renovar seu contrato com o Fluminense. Muricy Ramalho também deve continuar onde está: no Santos.
Davi, sobre vestiário: “Relações humanas são complicadas”
O vice de futebol destacou que o momento é de avaliação no Inter e que a direção está consciente de onde precisa realizar alterações. Ele, contudo, admitiu certa turbulência na intimidade do Inter: “Eu não considero um vestiário de cobras. Considero um vestiário que trabalha o dia inteiro com relações humanas. E relações humanas são complicadas”, afirmou.
Davi também reconheceu que o Inter termina 2012 em débito. “Temos total noção que a posição que o Inter está hoje é péssima. Quando nós assumimos o departamento de futebol contratamos jogadores para sermos campeões brasileiros e não para estar na 8ª colocação”, ressaltou. “Tivemos vários problemas de suspensão, de convocação para a Seleção. Tem muita coisa que a gente vai ter que corrigir a rota e vamos corrigir a partir de hoje”, frisou.
Algumas das mudanças – salientou o dirigente – serão notadas ainda antes do término do Brasileirão. A possibilidade de boicote dos jogadores no Gre-Nal, ventilada antes da demissão de Fernandão foi enfaticamente descartada: “Não existe a menor possibilidade de isso acontecer”, assegurou. “Se em algum momento a gente tiver essa intuição, o jogador será demitido.”