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Inter junta os cacos após segunda-feira de caos

Time se reapresenta nesta terça sem técnico e sem vice de futebol

Os personagens da crise: Falcão, Luigi e Siegmann
Os personagens da crise: Falcão, Luigi e Siegmann Foto : Mauro Schaefer e Bruno Alencastro
Nem os colorados mais pessimistas iriam imaginar que a segunda-feira – chuvosa e fria em Porto Alegre – seria tão complicada. Quando se reunir para treino na manhã desta terça, sob o comando do interino Osmar Loss, os jogadores do Inter começam a tarefa de juntar os cacos após um dia de caos. O comando do futebol do clube foi destituído e o clube mergulhou numa crise como há muito não se via. E isso tudo a oito dias do confronto com o Barcelona. Das demissões às especulações por substitutos, confira como foi o dia dos colorados:

Capítulo 1: as quedasLuigi anunciou as demissões de Siegmann e Falcão pela manhã | Foto: Bruno Alencastro

Com opiniões claramente divergentes desde o apito final da derrota para o São Paulo, nesse domingo, a parceria Giovanni Luigi e Roberto Siegmann terminou de forma abrupta na manhã desta segunda-feira. O vice de futebol e o técnico Paulo Roberto Falcão, trazido pelo agora ex-dirigente, foram demitidos no fim da manhã. Abriu-se aí a caixa de pandora e o ambiente ficou tumultuado.

Capítulo 2: as versões

Primeiro Siegmann escancarou que a sua relação com o mandatário colorado – para quem fez campanha ativa na eleição, há oito meses – era muito ruim. “Ele tem uma maneira de proceder, e eu tenho outra. As divergências em relação ao futebol culminaram no resultado de ontem (domingo)”, disse ele. “A sintonia com Luigi acabou no nosso nascimento”, atacou Siegmann, que definiu o presidente do Inter como “lento”.

Siegmann criticou Luigi | Foto: Wesley Santos / AE / CPO segundo a falar, por volta do meio-dia, foi Giovanni Luigi, que explicou motivo das medidas: “É um somatório de coisas. Não só os resultados que não estavam vindo, mas o desempenho da equipe como um todo não estava sendo satisfatório”. Na mesma entrevista, deu pistas sobre o novo treinador, que precisará ser experiente e ter “cacife” para assumir a equipe. Prometendo técnico em 48 horas, elogiou Dunga: “está preparado e tem experiência. É um dos treinadores que está no mercado”.

Mais abatido e com lágrimas nos olhos durante a coletiva no meio da tarde, Falcão foi o terceiro a apresentar sua versão, já no meio da tarde. Não quis “perder tempo” falando sobre Luigi e disparou contra o dirigente: “O Inter é maior que as pessoas que o comandam hoje. É um clube de muita grandeza. Tomara que, um dia, pessoas com a grandeza do Inter passem a dirigi-lo”. Considerando injusta sua demissão, agradeceu Siegmann e Alexandre Chaves Barcelos, outro dirigente do futebol que caiu nesta segunda-feira.

Capítulo 3: as especulações

Falcão considerou demissão injusta | Foto: Mauro SchaeferCom prazo exíguo, o Inter trabalha com três nomes para substituir Falcão, todos atualmente desempregados: Dunga, Cuca e Paulo César Carpergianni. O primeiro conta com a admiração de Luigi, o segundo é um antigo sonho de Fernando Carvalho e o terceiro, que saiu há pouco do São Paulo, é opção. Enquanto ninguém é contratado, Osmar Loss e André Döring tocam o time. Já o novo treinador deve estrear simplesmente contra o Barcelona, na próxima terça-feira, pela Copa Audi, na Alemanha.

Junto com o novo técnico, volta a pauta a contratação de um diretor executivo para o futebol – cargo que está vago desde a saída de Newton Drummond, o Chumbinho. “Já há um nome encaminhado”, contou à noite o vice-presidente do Inter, Luís Anápio Gomes. À Rádio Guaíba, ele não descartou Fernandão e elogiou o trabalho de Branco para a função. Anápio Gomes, inclusive, é um dos cotados para substituir Siegmann, junto com Luciano Davi – horas antes Fernando Carvalho descartou o retorno ao clube. O dirigente, contudo, afirmou que a prioridade é acertar com um diretor executivo e de um técnico. “Até amanhã (terça-feira) ou depois.”

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