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Inter leva a virada e perde para o Vasco no Rio

Colorado leva 3 a 2 em São Januário e dorme na zona de rebaixamento do Brasileirão

Árbitro marcou pênalti inexistente de Nei, no gol de empate do Vasco
Árbitro marcou pênalti inexistente de Nei, no gol de empate do Vasco Foto : Rudy Trindade / Vipcomm / CP
No primeiro jogo com força máxima no Brasileirão, o Inter foi derrotado por um time que amargava a penúltima colocação. Depois de sair vencendo por 2 a 0, a equipe gaúcha permitiu a virada do Vasco e perdeu por 3 a 2 em São Januário, na noite desta quinta-feira, no duelo válido pela quarta rodada da competição. 

A derrota mantém o Inter com três pontos, só que agora na 18ª colocação. Os colorados tentarão a recuperação contra o Atlético-PR, no Beira-Rio, às 16h, no próximo domingo. No mesmo dia, o Vasco, que agora soma quatro, tem clássico com o Botafogo.

Andrezinho brilha em primeiro tempo fraco

O Inter começou com força. Em poucos segundos de partida, o time de Fossati já tinha cavado escanteio. No primeiro minuto, Walter soltou a bomba da intermediária exigindo boa defesa de Fernando Prass. A postura deu indícios de uma grande atuação ofensiva colorada.

Mesmo em casa, o time carioca demorou quase três minutos para cruzar a linha de meio de campo. Levou certo tempo, mas quando o fez, ficou um bom tempinho martelando, tendo o jovem atacante Philippe Coutinho como referência. Ele, aliás, protagonizou o melhor lance, quando, aos 13, roubou a bola de Fabiano Eller e fez Abbondanzieri trabalhar.

Entretanto, o ataque vascaíno esbarrava na defesa colorada ou na falta de qualidade. Apenas Léo Gago tentou três vezes da intermediária. Nas três, o gandula teve que correr bastante. Aos poucos, então, a torcida em São Januário, com vaias, resmungos e protestos contra a diretoria, começou a jogar contra.

O confronto se desenrolava sem lances de emoções e se encaminhava para um 0 a 0. Mas o Inter contava com Andrezinho. Aos 38, num rebote de escanteio, Sandro tocou para o meia que – livre – invadia a área. Ele avançou e concluiu. A bola ainda desviou em Elder Granja antes de parar no fundo das redes.

O Vasco mal teve tempo de assimilar o golpe. Dois minutos depois, Alecsandro lançou Andrezinho, novamente livre. O camisa 10 dominou e tocou com categoria, encobrindo Fernando Prass, ampliando o marcador: 2 a 0.

O Vasco é o time da virada

Os comandados de Celso Roth retornaram do vestiário dispostos a se recuperar. E, se Andrezinho fez um golaço para o Inter, Elton marcou um para o Vasco. Foi aos 4min: depois de cobrança de falta, a bola pipocou na frente da área colorada. Rapidamente, o atacante do Vasco dominou e engatou de primeira, no ângulo esquerdo, sem chances para Abbondanzieri.

Mesmo com o gol cedo, o Inter tentou reagir. No entanto, Fabiano Eller cometeu falta dura no adversário e levou cartão vermelho aos 18, animando os donos da casa, que partiram para cima. Ainda assim, Alecsandro e Walter, em lances que concluíram de dentro da área, tiveram boas chances de fazer o terceiro. Não converteram. E a velha máxima do futebol - quem não faz leva - castigou o Inter.

Aos 32, Ernani caiu sozinho perto risca da grande área. Héber Roberto Lopes viu pênalti. Philippe Coutinho converteu e deixou tudo igual. Animado com o empate, o Vasco buscou a virada. E conseguiu logo depois. Nilton recebeu forte na entrada da área e mandou um chute forte. A bola entrou no cantinho esquerdo, estufou as redes, virou o placar e deixou o Inter na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Brasileirão – 4ª rodada

VASCO 3
Fernando Prass; Élder Granja, Cesinha, Dedé e Ramón; Nilton (Ernani), Rafael Carioca, Léo Gago (Jefferson) e Souza; Philippe Coutinho e Elton. Técnico: Celso Roth.

INTER 2
Abbondanzieri; Bolívar, Sorondo e Fabiano Eller; Nei, Sandro, Guiñazu, Andrezinho (Giuliano) e Kleber; Walter (Juan) e Alecsandro (Taison). Técnico: Jorge Fossati.

Gols: Andrezinho (I) 38 e 40/1º; Elton 4/2º, Philippe Coutinho 32/2º e Nilton 38/2º
Cartões amarelos: Fabiano Eller e Alecsandro (I)
Expulsão: Fabiano Eller
Arbitragem: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR), José Amilton Pantarolo (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Local: estádio São Januário, no Rio de Janeiro.