O Inter, agora, se dirige ao Rio de Janeiro, onde enfrenta o Flamengo, sábado, no estádio Engenhão, às 18h30min, pela 30ª rodada do Brasileirão.
Primeiro tempo para esquecer
Certamente, o Inter não irá querer repetir o primeiro tempo na Vila Belmiro. Diante de um time rápido, os colorados praticamente assistiram os rivais tocarem a bola e impôr pressão, tentando chegar às redes de Renan. Índio e Bolívar tiveram trabalho com as bolas aéreas. Pelo chão, a velocidade de Neymar e Alan Patrick, muitas vezes, só era parada com faltas.
Todo de vermelho, o Inter pareceu não se encontrar em campo. O Santos transformou isso em vantagem aos 26. Kleber errou passe no campo de defesa e entregou a bola justamente nos pés de Neymar. O menino mais famoso da Vila tabelou na entrada da área, por entre a pesada defesa vermelha, e tocou no canto direito: 1 a 0.
Acuado, o time gaúcho só exigiu uma defesa do goleiro Rafael na etapa inicial. Quando exigiria o segundo, já no final, a conclusão de Ilan esbarrou na zaga. Antes, o camisa 9 chegou a fazer fila por entre os santistas, parecido com o que Neymar fizera antes no outro lado do campo.
Inter melhora no segundo tempo, mas esbarra em Rafael
“Para dar mais qualidade”, conforme explicou em entrevista, o técnico Celso Roth sacou Derley – que esteve longe da boa atuação exibida no jogo anterior – e promoveu a entrada de Tinga, voltando de lesão. A estratégia deu certo, e a equipe, ao menos, deixou de errar tantos passes como antes do intervalo.
Ainda que levemente melhor que os donos da casa, o Inter só foi criar a primeira oportunidade aos 21, quando Tinga encheu o pé depois de passe de Guto – que entrou no lugar de Marquinhos. A bola, porém, subiu demais. A essa hora, a defesa colorada já não tinha mais tantos problemas com Neymar.
Aos 29, Edu quase empatou com um cabeceio que o zagueiro tirou quase de cima da linha. Em seguida, Andrezinho matou no peito e, da meia-lua, soltou a bomba. Rafael operou uma defesa digna de pôster.
Nos minutos finais, com o Inter pressionando, o Santos esteve perto de ampliar nos rápidos contragolpes. Zé Eduardo e Neymar, duas vezes – aos 34 e 36 – não anotaram, porque encontraram em Renan um goleiro ágil e corajoso, que saiu nos pés dos atacantes quando necessário.
Apesar dos perigos em ambas as pontas do campo devido à pressão colorada e às respostas santista, os goleiros se deram melhor, e o placar não foi alterado no segundo tempo. Pior para o Inter, que emplacou a quarta derrota seguida fora de casa e viu o Santos ultrapassá-lo na tabela, entrando na briga pelo título.
Brasileirão – 13ª rodada
Santos 1
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Maaranhõ); Arouca, Roberto Brum, Danilo (Vinicius Simon) e Alan Patrick (Alex Sandro); Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte.
Inter 0
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Derley (Tinga) e Marquinhos (Guto); Edu e Ilan (Andrezinho). Técnico: Celso Roth.
Gol: Neymar (26/1º);
Cartões amarelos: Glaydson e Guiñazu (I);
Arbitragem: Nielson Nogueira Dias (PE), com Márcia Lopes Caetano (Fifa/RO) e Jossemar José Diniz Moutinho (PE);
Local: estádio Vila Belmiro.