Em momentos da última quarta-feira, o Inter esteve muito próximo de confirmar a contratação de Nilmar. Em contatos diretos com os dirigentes do Villarreal, Giovanni Luigi chegou a alinhavar os termos do acordo. No entanto, o desacerto ocorreu horas depois. Os colorados, fora dos microfones, culpam o empresário Orlando da Hora, incumbido por eles próprios para negociar com o clube espanhol.
Hora rebate e fulmina: "Tinha gente aí (em Porto Alegre) chamando o Nilmar de mercenário. Isto não é verdade. Ele estava abrindo mão de dinheiro para jogar no Inter. Até por isso, agora, ele quer jogar onde terá salários mais altos. Me disse isso hoje (ontem)", afirmou o empresário, que trabalha com o atacante desde que ele surgiu no Inter, em 2003. "Não tenho mais vontade de negociar com o Inter. Parece que eu estava forçando o Inter a fazer um negócio que ele não tinha condições", completa.
Uma versão do desacerto, divulgada nos bastidores, dá conta de uma exigência de última hora do empresário: ele gostaria de receber valores referentes à comissão da venda anterior de Nilmar, atrasados desde 2009. "O Inter me deve sim. Mas isto não seria problema. Tenho uma afinidade grande com o Inter. Também abriria mão de dinheiro para facilitar a volta", desmente.
Enquanto Luigi tenta desatar os nós estabelecidos na relação entre os dois clubes nos últimos dias, Orlando da Hora negocia o atacante com o Al-Rayyan, do Catar. "Já me mandaram passagens. Infelizmente, o Nilmar deve jogar lá a partir dos próximos dias", completa o agente.