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Inter: menos investimentos para os novos reforços na próxima janela

Dirigentes colorados prometem ir ao mercado, mas perfil dos jogadores deve ser diferente de 2024, com menos atletas de renome

Time colorado receberá reforços, mas os investimentos serão mais baixos
Time colorado receberá reforços, mas os investimentos serão mais baixos Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Com o calendário abarrotado e uma prateleira crescente de lesionados, o Inter decidiu que, sim, é hora de ir ao mercado. Mas, calma: se você pensou em craques, aglomeração no Salgado Filho e gritaria da torcida, melhor aguardar. Os reforços prometidos para a próxima janela não têm pinta de estrela. E isso não é pessimismo, é orçamento. Apesar de todo esse cenário, a promessa é clara: reforços virão. Mas, segundo um dirigente envolvido nas negociações “o Inter não suporta contratações caras”.

A nova realidade colorada tem números eloquentes. Em 2024, o clube acumulou um déficit de R$ 34,4 milhões. E, apesar dos esforços para reduzir despesas e aumentar receitas, a dívida chegou aos R$ 860 milhões no fim do ano passado, um recorde histórico. Esse endividamento obriga o Inter a pagar em torno de R$ 80 milhões por ano só em juros. Dinheiro esse que, se não houvesse dívida, poderia estar servindo para contratar um volante para o lugar de Fernando, por exemplo — ou mais.

Aliás, quem esperava a repetição do investimento visto em 2024 — quando chegaram nomes como Rafael Borré, Thiago Maia e Fernando — vai precisar se adaptar. Em 2025, o clube adotou uma abordagem mais econômica. Chegaram Ronaldo, Tabata e Carbonero. Agora, o próximo deve ser Alan Benítez, lateral-direito paraguaio de 31 anos, que ficará livre no mercado ao fim de seu contrato com o Cerro Porteño. É uma contratação que não compromete o caixa.

Após a vitória contra o Bahia, que garantiu a classificação às oitavas da Libertadores, o presidente Alessandro Barcellos resumiu o momento: “O Inter não tem condições de fazer investimentos agora, mas vamos reforçar o time. Avaliamos jogadores que estão livres ou com custo que, ao longo do tempo, possamos equacionar. Mas é um xadrez. Temos que agir com transparência e responsabilidade. Não faremos loucuras”. Traduzindo: os reforços chegarão, mas estarão dentro um padrão financeiro que não é alto.

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