O último treino aconteceu antes do empate em 3 a 3 com o Botafogo e definiu a equipe com mudanças no time. Na oportunidade, colocou Jorge Henrique na lateral, resgatou Ygor e deu a vaga na lateral esquerda para Fabrício na briga com Kleber. Desde então, foram seis partidas em 19 dias - se contabilizar o jogo desta quarta, com o Corinthians, o número aumenta para sete.
Dunga citou ainda a dificuldade de sair de um clima frio para um ambiente de calor. "É mais complicado tentar corrigir e posicionar a equipe sem o treinamento. Às vezes, as pessoas não entendem que é preciso recuperar o atleta porque ele tem de jogar. Ainda passamos de um lugar com 5°C para outro com 35°C. Além disso, existe o tempo de viagem até chegar ao hotel", explicou em entrevista nessa terça-feira.
O técnico colorado lembrou que a maratona será forte nas próximas semanas. "A partir de agora, vamos jogar um dia sim e um não. Novamente, três jogos importantes e o desgaste será algo muito forte. Até perdemos jogadores durante a competição que ficam um mês no departamento médico. Até eles retornarem, pegarem o ritmo e o sincronismo da equipe a coisa fica mais difícil.
Treinos regenerativos
Com esta rotina, os jogadores são obrigados a participar somente de treinos regenerativos e já concentram para a partida. Quando há jogo na quinta-feira, o técnico ainda consegue fazer uma atividade com bola parada com os titulares. A tendência é a manutenção deste quadro porque depois do Corinthians, o Inter terá pela frente a Ponte Preta (sábado), o Santos (terça), Vitória (quinta-feira) e Criciúma (domingo).
"É uma coisa que faz parte. Tem as lesões, não é um detalhe só. Se fosse um só, poderíamos resolver. Mas são várias. Lesões, cartões, vai mudando a equipe, não tenho tempo para treinar e montar. Tudo isso vai acarretando. Mas o Brasil é esse e temos que resolver", avaliou.