Prestes a completar 35 anos e mesmo após encerrar aquela que foi a pior das suas temporadas em Porto Alegre, D’Alessandro ainda é considerado peça fundamental na engrenagem do futebol do Inter. A sua importância, inclusive, transcende as linhas do gramado. Ele é a principal liderança do vestiário, referência técnica do time e interlocutor entre os dirigentes e o grupo de jogadores. Por isso, mesmo que os clubes argentinos insistam em tê-lo na próxima edição da Libertadores, é improvável que o Inter aceite liberá-lo.
“O D’Ale é o nosso principal jogador e será fundamental para mantermos a hegemonia no futebol gaúcho e para buscarmos um título nacional, projeto que ele próprio deseja muito realizar”, enfatiza o vice de futebol colorado Carlos Pellegrini.
Na Argentina, a cada abertura da janela de transferências, a volta de D’Alessandro é notícia. Agora, as especulações falam em San Lorenzo — que está no mesmo grupo do Grêmio na Libertadores —, River Plate e até Racing. O assédio do clube de Almagro é mais organizado e tem a simpatia de D’Alessandro, que disputou a Libertadores de 2008 pelo clube. O presidente Matías Lammens, inclusive, pretende se reunir com o meia para conhecer as suas pretensões.
D’Alessandro já disse que não tratou com dirigentes de qualquer clube uma possível transferência. A afirmação também incluiu Lammens. Ele tem contrato com o Inter até final de 2017. A pessoas próximas, D’Ale diz que a sua volta a Argentina é difícil. Uma transferências para mercados financeiramente mais vantajosos, que poderiam render um derradeiro e milionário contrato, é melhor vista. China, Estados Unidos e países árabes são alternativas que se enquadram melhor na definição.
Inter não pensa em liberar D'Alessandro
Clubes argentinos insistem na contratação do meia para Libertadores