A transferência foi anunciada por meio de uma nota oficial no site do clube, que não maquiou os motivos. Diz a nota: “O jogo marcado anteriormente para o Beira-Rio precisou ser alterado para que não atrase a finalização das obras e, em decorrência, a montagem da estrutura para os dois eventos que marcarão a reabertura oficial do Gigante da Beira-Rio, dias 5 e 6 de abril”.
Ela foi decidida após uma reunião que colocou em lados opostos os dirigentes da obra e do futebol. Os primeiros, alegando os reiterados atrasos na condução dos trabalhos no Beira-Rio, pediram a transferência. Os outros, lembrando que atuar na casa colorada era uma vantagem que o Inter não poderia abrir mão numa fase tão decisiva, resistiam. O presidente Giovanni Luigi era partidário da manutenção do jogo no Beira-Rio, mas também foi convencido.
“Eu não posso ficar bravo. Sou um dirigente do clube e entendo as dificuldades. Vivemos uma espécie de ansiedade para voltar ao Beira-Rio, que é compreensível, mas há uma série de questões que precisam ser observadas”, enfatiza o vice de futebol, Marcelo Medeiros.
O técnico Abel Braga recebeu a notícia logo depois da reunião entre os dirigentes. E não fez questão de esconder sua decepção com a medida que acaba com uma vantagem construída em campo pelo time ao longo de 15 rodadas. “Só 48 horas antes de jogar, ele (Abel) ficou sabendo que não poderá usufruir de um privilégio que já estava assegurado. Mas vamos lá. Temos de continuar a luta”, finaliza Marcelo Medeiros.