Foi em uma reunião privada, apenas com o presidente Giovanni Luigi. O treinador chamou o mandatário máximo do clube e disse para se sentir à vontade caso quisesse demiti-lo, se achasse que isso resolveria a situação do Inter no Campeonato Brasileiro.
Luigi, sem alternativas, acalmou Fernandão e disse que ele continuaria até dezembro, cumprindo o acordo celebrado quando ele deixou o cargo de diretor para assumir o comando da equipe, depois da saída de Dorival Júnior. "Ele disse apenas para fazemos o que o achássemos melhor para o Inter. E eu disse para ele continuar. Precisamos dele", lembrou o presidente.
Depois do encontro com Luigi, o treinador repetiu a disposição de deixar o vestiário, se fosse para o bem do time, para outros dirigentes. "De certa forma, ele estava indignado com o que aconteceu na partida. Mas não aceitamos", disse o vice de futebol, Luciano Davi, que segue: "O Fernandão só não continua treinando o Inter se não quiser. A nossa vontade é que ele fique".
Fernandão, após a derrota acachapante, ficou em Goiânia, sua cidade natal. Era uma permanência prevista, para tratar de assuntos particulares. A ausência, porém, fez aumentar os boatos sobre uma saída. "Já conversei com o Fernandão. Ele ficou um pouco com a família, mas está voltando', minimiza Davi.
Fernandão, além de colocar o cargo à disposição, reformou seu discurso. Ao invés de dividir as responsabilidades pelo fracasso, ele chamou para si toda a culpa. "Eu assumo a responsabilidade pelo resultado", disse o técnico, em sua possivelmente derradeira tentativa de trazer o grupo de jogadores para o seu lado. Fernandão precisará deles para tentar concluir o ano dignamente.