"Nunca negociei com a IMX. Sequer conheço o Eike Batista, que pelo que sei está falido. Não sei de onde tiram tais informações", afirmou o presidente Giovanni Luigi. Ele admite, porém, o contato com outra empresa do mesmo ramo, que ainda não foi recebida pelos dirigentes. "Houve uma sondagem. Mas não os recebemos e provavelmente não os receberemos. O Beira-Rio é do Inter", finaliza.
No entanto, verdadeira ou não, a informação motivou uma movimentação da Oposição, que apresentou uma resolução ao Conselho Deliberativo (CD) com o objetivo de impedir o repasse do estádio a terceiros, sejam eles quais forem, no prazo que durar o contrato. Ou seja, por 20 anos.
O CD apreciará a matéria na próxima segunda-feira, quando também examinará a situação financeira do clube, que é dramática. Se for aprovada, Giovanni Luigi e seus sucessores não poderão executar o suposto negócio ou qualquer outra empresa.
A proposta foi apresentada pelo coordenador do movimento Mais Inter, André Flores, e pelo ex-candidato à presidência do Inter pelo União Colorada, Luis Antônio Lopes. "Em tese, de acordo com o projeto de setorização apreciado e aprovado pelo Conselho há algumas semanas, o Beira-Rio deve ser gerenciado pelo Inter. Mesmo assim, resolvemos apresentar esta resolução para que não exista qualquer dúvida hoje ou no futuro sobre isso", observa Flores. A IMX já administra o Maracanã, no Rio de Janeiro.
Segundo fontes, o presidente Giovanni Luigi teria recebido uma proposta da empresa em setembro pela qual o clube receberia R$ 40 milhões adiantados. O presidente nega com veemência tal informação. De qualquer forma, os recursos viriam em boa hora. Eles seriam suficientes para fechar o caixa do clube com superávit - projeta-se, sem o negócio, um déficit de cerca de R$ 35 milhões - e fazer as obras necessárias no entorno do estádio, que ficaram fora do contrato com a Andrade Gutierrez e custariam cerca de R$ 6 milhões.