A decisão será dos conselheiros. Nesta quarta-feira, numa reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, o presidente Giovanni Luigi, amparado por números amealhados por Aod Cunha, defenderá a parceria com uma grande construtora. Assim, argumenta Luigi, o Inter ficaria livre dos riscos financeiros da obra, não comprometeria nenhuma receita atual do clube (bilheteria e mensalidades dos associados, por exemplo) e o deixaria livre para se dedicar ao futebol, sua atividade fim.
"O Conselho será soberano. No futuro, quando olharmos para trás, temos de saber que foram os conselheiros que tomaram a decisão", afirma Luigi. O problema, que se arrasta desde o ano passado, é que a Fifa exige garantias financeiras de que o Inter concluirá a obra. "Estamos sendo cobrados há meses, mas o assunto é sempre empurrado. Não há mais como adiar", diz Dubin.
Há gente, porém, que defende que a reforma deva continuar com recursos próprios. Para isso, seria necessário a venda de mais de 70 camarotes que sequer foram construídos. O ex-presidente Vitorio Piffero defenderá esta tese aos conselheiros. Mas, mesmo que os camarotes sejam vendidos, hipótese improvável, ainda faltariam as garantias bancárias. Em 2010, Piffero percorreu mais de dez bancos em busca das tais garantias. Em todos, recebeu "não" como resposta.