Na verdade, há duas alas dentro da diretoria colorada. Uma, liderada pelo presidente Giovanni Luigi, acredita que o melhor para o clube seria uma volta ao Beira-Rio assim que ele reunir as condições mínimas. Segundo a Andrade Gutierrez, tal condição deve ser alcançada em setembro, aproximadamente. Nesta fase da obra, apenas acabamentos e parte da cobertura estarão inacabados, segundo o cronograma.
Mas há outra facção, a que defende a volta para o Beira-Rio somente após ele estar completamente pronto e com todos os documentos necessários à reinauguração. Isto evitaria, por exemplo, os problemas enfrentados pelo Grêmio na transição do Olímpico para a Arena. Além disso, o retorno do Beira-Rio "pronto" causaria um impacto maior em termos de marketing em 2014.
"Estamos sendo muito bem recebidos pela torcida de Caxias do Sul. Então, não é o momento de analisar uma possível prorrogação da nossa estada no Centenário. Esta é uma questão que vamos tratar no futuro", diz o diretor de futebol, Marcelo Medeiros.
O Caxias não deve opor-se à prorrogação do contrato, se houve necessidade. Afinal, o Inter paga R$ 100 mil mensais ao clube e ainda deve emprestar quatro ou cinco jogadores para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro - pagando a maior parte dos salários destes atletas.