Nessa terça-feira, a imprensa paulista divulgou a existência de uma nova proposta do Zenit pelo centroavante. Os russos teriam oferecido 25 milhões de euros (R$ 76,7 milhões) pelo centroavante, valor que nenhum presidente de clube brasileiro recusaria na atual conjuntura do futebol. Giovanni Luigi não demorou a negar a existência da oferta. E disse que o Inter, após as vendas de Rodrigo Moledo e Fred para o futebol ucraniano, não precisa de dinheiro. "A pior coisa que existe é negociar a venda de um jogador pressionado pela necessidade. O Inter não vive isso. Passamos por uma fase de tranquilidade financeira", enfatiza o dirigente.
Prates admite as sondagens. Ele diz que um representante do Zenit entrou em contato, mas lembra que não há oferta oficial. "Não tenho nada em cima da mesa. E nem o presidente Luigi. Então, não há nada além de especulações", assegura Prates, que nega desacerto financeiro entre Damião e Zenit: "Muita gente liga, conversa e pergunta. Mas isto é diferente de proposta".
Projeto Seleção
Apesar de não ter sido convocado para o amistoso de hoje da Seleção contra a Suíça, na Basileia, o centroavante tem como objetivo na carreira jogar a Copa do Mundo do Brasil. E tal ambição é importante na decisão sobre o futuro. A Rússia, em janelas anteriores, não foi tratada como possibilidade real, mas agora é. "O projeto dele (Damião) é jogar a Copa de 2014. Então, há muito mais que dinheiro envolvido", continua Prates.
Damião, enquanto isso, joga. E bem. Em momento algum desde que retornou de lesão, mostrou hesitação em alguma jogada, como comprova o testemunho de Dunga: "O Damião já demonstrou que está focado no Inter e em jogar. Desde que se recuperou, já jogou bem contra o São Paulo e o Gre-Nal. É um jogador altamente profissional".