A reação do Inter sob o comando de Eduardo Baptista é perceptível, mas ainda não foi suficiente para afastar o risco de rebaixamento. A derrota por 2 a 1 para o Fluminense, na noite de quarta-feira, no Maracanã, foi o quinto compromisso do treinador à frente da equipe. O desempenho apresentou sinais de evolução em relação ao período de Paulo Pezzolano, mas os números indicam que será necessário dar um passo adiante nas últimas rodadas do Brasileirão.
Até agora, Baptista soma duas vitórias, um empate e duas derrotas. Os triunfos ocorreram no Beira-Rio, contra Corinthians e Botafogo, enquanto o empate veio no Gre-Nal disputado na Arena. Os resultados negativos vieram diante de Mirassol e Fluminense, ambos fora. São sete pontos conquistados em 15 possíveis, o que representa um aproveitamento de 46,6%.
Para escapar da queda, porém, as projeções apontam que o Inter precisará alcançar pelo menos 44 pontos. Como tem 35, terá de somar outros nove dos 15 que ainda estarão em disputa. A conta exige um rendimento de 60% nas cinco partidas restantes.
Apesar da necessidade de melhorar os números, há motivos para algum otimismo. O primeiro está relacionado ao desempenho da equipe. O time parece ter assimilado rapidamente as ideias do novo treinador e apresenta maior organização e uma competitividade. A derrota para o Fluminense, embora frustrante pelo resultado, mostrou uma equipe capaz de criar dificuldades a um adversário que briga na parte de cima da tabela.
Outro fator favorável é que três dos cinco jogos restantes serão disputados no Beira-Rio, onde o time colorado venceu seus dois compromissos na era Baptista. O primeiro deles já será na próxima terça-feira, diante do Coritiba. Depois, receberá Vitória e Bragantino. Os outros dois desafios serão longe de Porto Alegre. O Inter enfrentará o Vasco e encerrará sua participação no campeonato contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte.