Célio Silva lembrou que, na época de jogador, gostava de enfrentar jogadores do calibre de Fred. “Sempre preferia pegar adversários assim. Eu tinha um bom tempo de bola e velocidade. Conseguia vantagem sobre os centroavantes por isso. Não iria marcar o Bebeto e o Muller, atacantes de flanco e de maior velocidade”, acrescentou.
Ex-zagueiro, Célio Silva lembrou da fama de artilheiro do zagueiro Índio. Ele acredita que essa virtude pode ajudar o Inter a definir o confronto desta quarta. “É um jogador que sabe se posicionar, apesar da altura. Isso precisa ser considerado”, analisou.
Embora considere um confronto equilibrado, Célio Silva acredita que o Inter conseguirá um resultado satisfatório nesta noite. “Pelo que observei do Fluminense na Libertadores, posso dizer que eles não irão para cima do Inter. O Abel virá fechado e tentará jogar no erro do Inter. O Fluminense tem obtido resultados com pouca diferença de gols, 1 a 0 ou 2 a 1”, argumentou.
“O pênalti não era para ser cobrado por mim”
Quando pensa em Inter e Fluminense, Célio Silva recorda do jogo que o consagrou no Beira-Rio. Ele afirmou que estava tranquilo nos momentos que antecederam a batida da penalidade sofrida por Pinga. “Estava sossegado e vivia um bom momento no clube. Eu me sentia preparado para executar a cobrança e fiquei surpreso porque o pênalti não era para ser cobrado por mim. Eu assumi a responsabilidade quando ninguém quis”, revelou.
Para Célio Silva, os zagueiros sempre têm essa característica de decisão e atitude. “O zagueiro vive com a adrenalina lá em cima. Ele precisa estar ligado o tempo todo. No caso dos atacantes é diferente. No momento em que a bola não está com eles, começam a olhar para a torcida”, opinou.
Com bom humor, ele ainda relatou que os zagueiros vivem como Robin Hood. “Nós tiramos dos ricos para dar aos pobres. Zagueiro é assim. Depois, o atacante aparece e se consagra com apenas um chute em todo o jogo, mas o defensor garantiu o resultado lá atrás. Não entendo como eles (atacantes) ganham mais do que a gente”, disse entre risos.
Hoje Célio Silva está no Noroeste, de Bauru, no interior de São Paulo. Apesar da recomendação do técnico Luiz Felipe Scolari, ele iniciou a carreira como técnico e comanda o time sub-20 do clube paulista. “Felipão disse para eu não tentar, mas vou arriscar”, avisou.