Paulo Pezzolano e sua comissão técnica seguem no comando do Inter, assim como o executivo de futebol Fabinho Soldado. A permanência, no entanto, não está assegurada até o fim da temporada. A derrota por 3 a 2 para o Santos, domingo, no Beira-Rio, aumentou a pressão por mudanças e deixou em aberto o futuro dos dois profissionais. O time colorado tem 12 jogos para escapar do Z-4.
Depois da partida, Fabinho Soldado, o diretor técnico Abel Braga, o presidente Alessandro Barcellos e o vice-presidente Victor Grunberg se reuniram no Beira-Rio. Na conversa, prevaleceu o entendimento pela continuidade do trabalho, apesar da sequência de resultados negativos. Há uma avaliação interna de que Pezzolano não é o principal responsável pela campanha que colocou o Inter na zona de rebaixamento e entre os mais enfáticos candidatos à queda para a Série B.
Um dos argumentos utilizados para sustentar a permanência do treinador é a quantidade de erros individuais que têm custado pontos ao time. A falha de Félix Torres no lance que originou o primeiro gol do Santos foi citada como exemplo. O gol sofrido de falta contra o Remo, também no Beira-Rio, é outro caso lembrado. Na ocasião, Matheus Cunha errou no posicionamento da barreira e saiu atrasado para tentar a defesa.
A pressão, porém, começou a mudar a partir da noite de domingo e ganhou força na segunda-feira. O dia no Inter foi marcado por conversas e avaliações sobre a necessidade de uma mudança geral de rumo no futebol. O trabalho de Fabinho Soldado também passou a ser mais questionado internamente, sobretudo em razão das contratações realizadas nas duas últimas janelas de transferências.
Após o revés diante do Santos, coube ao executivo enfrentar os questionamentos em entrevista coletiva. Como Pezzolano estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Fabinho falou depois do auxiliar Esteban Conde e reconheceu a necessidade de uma reação imediata. “Não vamos dar desculpa. Vamos nos juntar e buscar o fato novo, que vai ser ganhar os jogos. Esse é o fato novo que precisamos”, afirmou Fabinho.
O próximo compromisso será no sábado, contra a Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó. Até lá, em princípio, Pezzolano e Fabinho seguem trabalhando normalmente. A pressão, porém, coloca os dois sob avaliação e mantém aberta a possibilidade de uma mudança antes da partida. Para a direção, é preciso encontrar uma resposta rápida para tentar tirar o Inter da zona de rebaixamento e evitar que a crise se aprofunde nas últimas 12 rodadas do Brasileirão. De qualquer forma, o jogo em Chapecó é fundamental para o time colorado.
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