Inter

Inter realiza hoje eleições presidenciais

Conselho do clube irá decidir quem terá o direito de estar no segundo turno do pleito

Inter realiza hoje eleições presidenciais
Inter realiza hoje eleições presidenciais Foto : Montagem sobre fotos de Mauro Schaefer e Tarsila Pereira / CP Memória
Em meio às repercussões do Gre-Nal, os conselheiros do Inter reúnem-se na noite desta segunda-feira para realizar o primeiro turno das eleições presidenciais. Três candidatos disputam o direito de ir para o segundo turno. Marcelo Medeiros, da Situação, concorre contra Vitorio Piffero e Roberto Siegmann, ambos representando correntes distintas de Oposição.

No primeiro turno, os dois candidatos mais votados vão para a disputa com os sócios, marcada para 13 de dezembro. A tendência é de que a eleição vá para o segundo turno, quando cerca de 70 mil associados terão o direito de escolher o novo presidente do clube.

Marcelo Medeiros, Gelson Pires e Luis Carlos Bortolini representam a chapa da Situação. Medeiros, que integra uma família de ilustres colorados, já disse que está pronto para ser presidente. “Há anos, meu pai (Gilberto Medeiros, presidente entre 1986 e 1987) disse que vinha para ‘pagar títulos’. Eu quero ser presidente para ganhá-los, pois o Inter está pronto para isso”, afirmou ao lançar a candidatura.

Ex-presidente do clube nos anos de 2007 a 2010, Vitorio Piffero pregou o profissionalismo e transparência na sua futura gestão em caso de vitória. Piffero tem Pedro Affatato e Luiz Henrique Nuñez de Oliveira como vice-presidentes na sua chapa. “O clube tem que ser cada vez mais profissional e transparente. Temos que ter uma gestão transparente. Vamos ampliar essa questão da transparência de forma significativa, que vai ajudar não apenas os conselheiros, mas também a imprensa e, através disso, a torcida. O clube é privado, mas tem um caráter público”, disse. 

Roberto Siegmann é a segunda opção da Oposição no clube. Com o apoio do grupo Coração Colorado, o ex-vice de futebol do clube aposta na promessa de transparência para tentar ganhar o voto dos sócios colorados. “É preciso mudar não só no Inter, mas no futebol de forma geral essa lógica de que as coisas devem ser feitas escondidas para resguardar o clube com o sócio sem saber como tal negócio foi feito. A transparência é uma necessidade em todos os ramos, não apenas no futebol”, disse em entrevista à Rádio Guaíba.