Vitorio Piffero estava afastado do futebol havia quatro anos. Voltou à presidência do clube em janeiro, quando reencontrou a realidade da atividade, suas agruras e regras nem sempre éticas. E assustou-se com a postura de alguns clubes e de empresários. “Mais um pouquinho e eu vou reclamar para a Fifa do assédio que nossos jogadores receberam”, enfatizou o presidente.
Segundo ele, na última janela de transferências para a Europa de agosto, vários jogadores do clube foram procurados pelas costas dos dirigentes colorados. “Eles deixam o jogador louco com propostas que nem sempre se confirmam. Daí, temos que administrar a situação”, diz.
Os principais alvos do assédio europeu foram Alisson, Eduardo Sasha e Valdívia. O Inter, porém, resistiu e não vendeu nenhum desses jogadores. “Tivemos várias ofertas, mas mantivemos as nossas estrelas em ascensão. Já são um reforço para a próxima temporada”, observou, deixando a entender que não pretende vendê-los nem em janeiro, quando reabre a janela.
No caso de Aránguiz, não houve outra alternativa a não ser efetuar a venda para o clube que o próprio jogador elegeu. O chileno, antes de disputar a Copa América, despachou a família para a Alemanha, de onde tinha proposta do Bayer Leverkusen.
“Os alemães fizeram uma oferta de 9 milhões de euros. Mas nós tínhamos a possibilidade de vendê-lo por 15 milhões de euros para um clube inglês (Leicester). Tanto o Inter quanto o empresário, que tinha parte do jogador, queriam vendê-lo pela melhor proposta, mas não houve jeito. Conseguimos melhorar a oferta do Bayer e ficar com 20% de uma futura venda, pois o jogador bateu pé. Está cada vez mais difícil”, finalizou o presidente.
Inter reclama de assédio de clubes e empresários aos atletas
Vitorio Piffero revela que times do exterior procuraram jogadores com promessas irreais