Às vésperas da partida decisiva contra o Bragantino, no domingo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o Inter fez um esforço financeiro significativo para quitar todas as pendências salariais com os jogadores antes do duelo com o São Paulo, na quarta-feira. A medida, articulada em meio a uma das piores crises econômicas recentes do clube, buscou reduzir tensões internas e garantir que o vestiário estivesse mobilizado na reta final da competição.
Com o caixa estrangulado e convivendo com dificuldades que se agravaram ao longo do ano, o Inter precisou recorrer a um empréstimo junto ao Banrisul para regularizar os pagamentos atrasados. O recurso também servirá para garantir o 13º salário e as férias de atletas e funcionários, compromisso que, até então, estava ameaçado pela falta de liquidez. A parcela dos direitos de imagem, ainda referente ao início do ano, que havia sido repactuada, também foi paga.
O desafio financeiro é ainda maior porque a Alfa, patrocinadora máster do clube desde o início da temporada, não quitou uma das parcelas previstas em contrato. A segunda parcela vence na próxima semana, mas não há perspectiva de pagamento no curto prazo. A empresa também era parceira do Grêmio, que optou por romper o vínculo recentemente.
Mesmo com o cenário delicado, a direção colorada decidiu avançar com a operação financeira como forma de demonstrar compromisso ao grupo de jogadores e evitar novos focos de desgaste interno justamente no momento mais crítico da temporada.
Para escapar da queda à Série B, o Inter precisa vencer o Bragantino no Beira-Rio e torcer por resultados paralelos. A missão é difícil, mas o clube tenta se agarrar a todas as medidas possíveis — dentro e fora de campo — para evitar o segundo rebaixamento em sua história.