Segundo os cálculos dos dirigentes, só os terrenos ao Sul do estádio, inclusive a área onde funciona um posto de gasolina, podem render R$ 30 milhões por ano. Nenhuma proposta concreta até agora foi feita. Mas várias empresas já procuraram o clube para conhecer os planos para o local. Entre as possibilidades estão um hotel, um shopping center e um centro de eventos - ou um complexo que abrigue os três. Duas novas ruas, ligando as avenidas Padre Cacique e Edvaldo Pereira Paiva, valorizarão ainda mais o complexo.
Além disso, há o Gigantinho. A Brio, empresa que administrará o Beira-Rio após a conclusão da obra, vai formalizar uma proposta semelhante à feita pelo Beira-Rio até o final da semana. A ideia é reformar o ginásio, transformando-o em um grande centro de eventos, capaz de receber shows e espetáculos para até 10 mil pessoas - pequenos, se comparados à capacidade do Beira-Rio. Em troca, a Brio poderia explorar o Gigantinho por um período a ser definido pelas duas partes.
Ambos são projetos para começar a serem construídos após a Copa do Mundo. Afinal, o Gigantinho será usado pela Fifa para atividades auxiliares, e os terrenos devem ficar livres para circulação do público. As tratativas, as negociações e também a análise e a provação por parte do Conselho Deliberativo devem ocorrer ainda em 2013.
AG queria incluir áreas no contrato, mas Inter não cedeu
As áreas que circundam o Beira-Rio são um ativo tão valioso que a AG, em uma derradeira tentativa de repactuar alguns pontos do negócio antes da assinatura do contrato, tentou incluí-las no acordo. Os dirigentes colorados, no entanto, não cederam às pressões da construtora e mantiveram as áreas.