Agora com 22 pontos e provisoriamente na quarta colocação, o Inter volta a campo para enfrentar o Vasco, no Beira-Rio, no próximo sábado. Nei e Guiñazu devem estar de volta no jogo, que deve marcar a estreia de Forlán.
Inter mostra eficiência na frente
Mal o cronômetro havia passado dos dois minutos e o Figueirense mostrou o cartão de visitas para o Inter. Depois de cruzamento vindo da esquerda, o uruguaio Loco Abreu subiu mais alto que a defesa e cabeceou, fazendo a bola raspar o travessão de Muriel. Um susto que os gaúchos administraram bem logo a seguir, ao criarem chance com D’Alessandro, que lançou na área, porém foa do alcance de qualquer pé colorado.
A partir daí, só deu Figueira. Não que isso seja sinônimo de grandes chances aos catarinenses, e sim de um perigo constante nas proximidades da área colorada. Vez que outra pintou uma oportunidade, como aos 13, quando Julio Cesar mandou um petardo e Muriel espalmou para escanteio.
Sem conseguir reter muito a bola, o Inter alterou a perspectiva do jogo aos 24. Fred escapou pela ponta esquerda e cruzou milimetricamente na cabeça de Dagoberto, que só teve o trabalho de completar: 1 a 0. O gol fez o Inter melhorar em campo, contudo apesar de bons contragolpes, faltou o arremate. Quando ele ocorreu, pobre do travessão: aos 43, Jajá soltou um verdadeiro petardo, que explodiu no travessão de Ricardo. Na volta, Dagoberto ainda tentou concluir com o goleiro fora do lance e também acertou o travessão.
Inter desperdiça boas chances, mas segura pressão na defesa
Diante de um desesperado Figueirense, o Inter tratou de administrar a partida. Mas não deixou de oferecer perigo lá na frente. Aos 7, depois de uma cobrança de escanteio quase despretensiosa, Índio mandou no travessão.
Só que agora era o Figueirense que estava com pressa. E tal qual o primeiro tempo, a bola rondou bastante as proximidades da meta colorada. De novo, porém, faltou a conclusão. Numa das melhores chances, Edson Ratinho salvou na hora exata em que Júlio Cear concluiria na cara de Muriel.
Precisando do resultado, o Figueirense, aos poucos, foi pressionando o Inter. Entretanto, seguiu pecando na conclusão. Ao se jogar para a frente, deixou espaços generosos na defesa. E o Inter quase aproveitou um desses aos 31, quando Edson Ratinho fez jogada na ponta direita, tocou para o meio e D’Ale rolou para Fred. Mas no meio do caminho Jajá apareceu e, completamente livre, chutou em cima do goleiro.
Sob vaias e com o ambiente tenso, o Figueirense – que não vence desde a primeira rodada – se jogou à frente. Aos 46, Roni recebeu na pequena área e dividiu com Fabrício. Caiu, pediu pênalti, mas não levou, agravando ainda mais a crise em Florianópolis. O Inter e Fernandão não tinham nada com isso, e deixaram o campo comemorando a segunda vitória seguida no Brasileirão – fato até então inédito para os colorados neste ano.
Brasileirão - 12ª rodada
Figueirense 0
Ricardo; Doriva, Anderson Conceição, Canuto e Guilherme Santos; Túlio (Coutinho), Jackson e Pittoni (Almir); Caio, Julio Cesar (Roni) e Loco Abreu. Técnico: Hélio dos Anjos
Inter 1
Muriel; Edson Ratinho (Bolatti), Índio, Bolívar e Fabrício; Ygor, Elton, Fred e D'Alessandro; Dagoberto (Marcos Aurélio) e Jajá (Maurides). Técnico: Fernandão
Gol: Dagoberto (24/1º)
Cartões amarelos: Julio Cesar, Túlio, Caio; Fabrício, Edson Ratinho
Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha (GO), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Cristhian Passos Sorence (GO).
Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis