Conforme havia antecipado o presidente Alessandro Barcellos em entrevista recente, o Inter sofreu nesta quinta-feira um novo transfer ban da Fifa. A punição, a segunda aplicada ao clube em menos de um mês, mantém o Colorado impedido de registrar jogadores por três janelas de transferências. Desta vez, a origem da sanção está em uma dívida referente à contratação do lateral-esquerdo Ramon, adquirido junto ao Olympiacos, da Grécia, no início de 2025.
Curiosamente, Ramon já não está no Beira-Rio. Depois de disputar um semestre pelo Inter, o jogador foi emprestado ao Vitória. Mesmo longe de Porto Alegre, porém, a contratação continua produzindo efeitos para os cofres colorados.
Os dois casos expõem uma das dificuldades enfrentadas pela atual direção na tentativa de reorganizar as finanças do clube. Nesta quinta-feira, o Inter conseguiu quitar os salários atrasados e ainda antecipou pagamentos aos jogadores utilizando recursos da doação de R$ 20 milhões feita pelo empresário Delcir Sonda.
Barcellos já havia definido como uma das prioridades para a reta final da temporada a manutenção dos vencimentos do elenco em dia. A medida faz parte do esforço para melhorar o ambiente interno e dar condições ao time para reagir no Campeonato Brasileiro e evitar o rebaixamento.
O problema é que a fila das contas ainda não terminou. O Inter possui débitos em atraso com outros clubes e, por isso, existe a possibilidade de novas sanções da Fifa serem aplicadas até o final do ano. A situação acrescenta mais um problema à transição para a próxima gestão, que assumirá o clube após a eleição presidencial prevista para novembro. Ou seja, o transfer ban virou mais um item da lista de heranças que a atual administração deixará para o sucessor de Alessandro Barcellos.