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Inter sofre transfer ban da Fifa por dívida do lateral Ramon

Punição é a segunda em menos de um mês e mantém clube impedido de registrar jogadores por três janelas

Nova punição tem origem na compra dos direitos do lateral Ramon
Nova punição tem origem na compra dos direitos do lateral Ramon Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Conforme havia antecipado o presidente Alessandro Barcellos em entrevista recente, o Inter sofreu nesta quinta-feira um novo transfer ban da Fifa. A punição, a segunda aplicada ao clube em menos de um mês, mantém o Colorado impedido de registrar jogadores por três janelas de transferências. Desta vez, a origem da sanção está em uma dívida referente à contratação do lateral-esquerdo Ramon, adquirido junto ao Olympiacos, da Grécia, no início de 2025.

Curiosamente, Ramon já não está no Beira-Rio. Depois de disputar um semestre pelo Inter, o jogador foi emprestado ao Vitória. Mesmo longe de Porto Alegre, porém, a contratação continua produzindo efeitos para os cofres colorados.

Em agosto, a Fifa havia aplicado outra punição com as mesmas restrições. Na ocasião, o problema estava relacionado à aquisição do zagueiro Juninho, contratado junto ao Midtjylland, da Dinamarca, em fevereiro do ano passado.

Os dois casos expõem uma das dificuldades enfrentadas pela atual direção na tentativa de reorganizar as finanças do clube. Nesta quinta-feira, o Inter conseguiu quitar os salários atrasados e ainda antecipou pagamentos aos jogadores utilizando recursos da doação de R$ 20 milhões feita pelo empresário Delcir Sonda.

Barcellos já havia definido como uma das prioridades para a reta final da temporada a manutenção dos vencimentos do elenco em dia. A medida faz parte do esforço para melhorar o ambiente interno e dar condições ao time para reagir no Campeonato Brasileiro e evitar o rebaixamento.

O problema é que a fila das contas ainda não terminou. O Inter possui débitos em atraso com outros clubes e, por isso, existe a possibilidade de novas sanções da Fifa serem aplicadas até o final do ano. A situação acrescenta mais um problema à transição para a próxima gestão, que assumirá o clube após a eleição presidencial prevista para novembro. Ou seja, o transfer ban virou mais um item da lista de heranças que a atual administração deixará para o sucessor de Alessandro Barcellos.

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