O revés impediu a classificação antecipada para as oitavas de final, embora a equipe siga como líder do Grupo 6, com 10 pontos. O triunfo levou o time mexicano à segunda posição, com nove. O Emelec e o Jorge Wilstermann se enfrentam nesta quinta, fechando a rodada.
Agora, o Inter terá de decidir a passagem para a próxima fase em 19 de abril, no Beira-Rio, quando recebe o Emelec. Qualquer vitória classifica os gaúchos na primeira posição. Um empate também pode servir, a não ser que os equatorianos façam uma goleada histórica contra os bolivianos. Uma eventual derrota deixaria o time com sérios riscos de eliminação.
Nem Oscar...
Embora com “sede de vingança” da goleada sofrida no Beira-Rio e com a escalação bastante alterada, o Jaguares ficou apenas assistindo o Inter jogar na sua casa, durante os primeiros minutos do jogo, em Tuxtla Gutiérrez. Administrando o jogo, os comandados de Celso Roth abusaram de administrar o duelo, tocando a bola para lá e para cá. Porém, Oscar e D'Alessandro estavam em jornada pouquíssimo inspirada.
Nessas idas e vindas, Leandro Damião recebeu dentro da área adversária duas vezes. Em ambas, seu chute bateu na defesa e a bola chegou amaciada ao goleiro Villaseñor. Aos 23, entretanto, foram os donos da casa que quase abriram o placar, numa bonita virada de Andrade, na risca da grande área. Ele acertou o travessão e mudou a cara do jogo.
Animado, os mexicanos inverteram o panorama da partida e começaram a trocar passes e envolver a equipe de Roth. E dar bastante trabalho à zaga de Bolívar e Índio. No entanto, o Jaguares não soube aproveitar a melhor chance criada, aos 40, quando Torres, livre, invadiu a área em lance rápido para chutar em cima de Lauro, que fez a defesa.
... nem Andrezinho
Quando percebeu que havia envolvido o atual campeão da América, o técnico José Guadalupe se animou e mandou dois atacantes de ofício a campo na volta do intervalo: Manzo e Salazar. Em nove minutos, diante de um Inter burocrático e sonolento, brilhou a estrela do treinador. Nei comeu mosca e Flores cruzou às suas costas para Salazar, que girou sobre Índio na pequena área e encheu o pé para fuzilar Lauro.
Depois de levar o gol, o Inter só foi chegar ao ataque aos 14, quando Guiñazu invadiu a área e mandou para a defesa de Villaseñor. Mas a reação foi freada em seguida, quando Lauro fez defesa tão ou mais importante dois minutos depois, na conclusão de Ruiz.
Na tentativa de evitar o pior, Roth mandou Sobis e Andrezinho a campo, no lugar dos inoperantes Oscar e Zé Roberto, respectivamente. Mudou a cara do time. Andrezinho, aos 27, inaugurou o seu duelo com o goleiro Villaseñor. Com categoria, o meia tentou encobri-lo. A bola passou por cima a trave, após tapa do mexicano.
Pouco depois, Roth fez outra alteração no time e sacou Bolatti para a entrada de Wilson Matias. A substituição irritou tanto a torcida que o nome de Matias foi parar nos tópicos mais comentados do Twitter, porém mais tarde Roth explicaria que o volante argentino sentiu e pediu para sair. Em seguida, outro volante, Guiñazu, sofreu falta perto da área, promovendo o segundo encontro entre Andrezinho e Villaseñor. Nova grande defesa do mexicano. Dessa vez, no ângulo.
O revés colorado poderia ter sido piorado nos minutos finais, quando Lauro apareceu de novo, evitando gols de Salazar e Manzo. No último ataque, Rafael Sobis venceu a zaga e chutou forte, mas para fora, sem conseguir evitar a primeira derrota do Inter na Libertadores.
Libertadores - Grupo 6
Jaguares 1
Villaseñor; Martínez, Flores, Oscar Razo e Durán; Zamora (Salazar), Torres (Manzo), Ruiz (Valdés), Andrade e Hernandez; Rodríguez. Técnico: José Guadalupe
Inter 0
Lauro; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Bolatti (Wilson Matias), Guiñazu, D'Alessandro, Oscar (Rafael Sobis) e Zé Roberto (Andrezinho); Leandro Damião. Técnico: Celso Roth.
Gol: Salazar (9/2º)
Cartões amarelos: Villaseñor; Bolatti, Leandro Damião;
Árbitro: Wilmar Roldán (COL).
Local: estádio Victor Manuel Reyna, em Tuxtla Gutiérrez.