A defesa elaborada pelo Inter deve ser analisada até sexta-feira, quando a plenária do Cref se reúne. Então, decidirá se acata o pedido colorado e dá a Fernandão um registro ou se mantém o processo e apela para a Justiça.
"Não posso dizer qual será a decisão, mas estamos com tudo pronto para pedir a liminar que impeça ele de exercer a profissão", afirma a advogada do Cref, Cristiane da Costa de Almeida. Se o pedido for feito na sexta-feira, não deve ser analisado por um juiz antes de segunda-feira. Ou seja, o tempo também está a favor de Fernandão.
Além disso, o Inter também tem seus argumentos. A defesa está baseada na lei de 8.650, de 22 de abril de 1993, que dispõe direitos e deveres dos treinadores de futebol profissional. Ela diz que o exercício da profissão "ficará assegurado preferencialmente" aos portadores de diploma em curso superior de educação física. Ou seja, "preferencialmente", não obrigatoriamente.
Outro argumento vem da CBF. Em março, a entidade emitiu parecer afirmando que o Cref "não tem competência, nem poder para fiscalizar ou ingerir-se nas atividades executadas" pelos treinadores de futebol. O documento está assinado por Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF.
A ação do Cref está sendo rotulada como "marqueteira" pelos dirigentes colorados e também por representantes do Sindicato dos Treinadores Profissionais do RS. Eles também ingressarão na Justiça contra o Cref para assegurar a Fernandão o direito de trabalhar.