A situação de liderança do Campeonato Brasileiro, que o Inter voltou a viver após a rodada do final de semana, impõe algumas circunstâncias. A principal é que, na análise de jogadores, dirigentes e do técnico Argel Fucks, os adversários jogarão de forma muito mais cautelosa quando enfrentarem o time colorado. Trata-se de algo que já vem ocorrendo, mas que aumentará de intensidade se a atual condição persistir por mais tempo.
Para esta quinta-feira, quando o Inter pega o Atlético-MG, no estádio Beira-Rio, não se espera mudança. Afundando na zona de rebaixamento e em crise, principalmente após perder o clássico diante do Cruzeiro, domingo, a equipe do técnico Marcelo Oliveira deverá jogar fechada em Porto Alegre. Pelo menos essa é a projeção dos colorados.
“(Estar na liderança) faz muita diferença, pois o time acaba sendo mais respeitado. Qualquer um, quando joga contra o líder, fica mais cauteloso. Se o Inter estivesse no meio da tabela, eles iriam querer atacar a todo momento”, enfatiza Aylon, que marcou dois gols contra o América-MG, e credenciou-se a um lugar no time - mesmo que Sasha esteja à disposição outra vez.
O técnico Argel afirmou ontem que o clube tem a informação de que quatro jogadores do elenco colorado serão chamados para a Seleção Brasileira que disputará os Jogos Olímpicos: Dourado, William, Vitinho e Valdívia. O último, em fase final de uma cirurgia no joelho, sequer está à disposição do técnico.
As convocações são uma motivação extra para os dirigentes persistirem na busca por reforços. O clube, inclusive, busca uma alternativa para Nico López, cuja negociação com a Udinese emperrou. Ainda nesta semana, o Inter apresentará Brenner, que treina no CT Parque Gigante há três meses.
Inter teme ser mais visado por adversários com liderança
Se time seguir na ponta da tabela, adversários virão mais fechados ao Beira-Rio