Leandro Damião já se apresentou a Seleção Brasileira. Forlán fará o mesmo com o Uruguai no dia 3 de junho. A partir daí, Dunga usará os reservas na equipe. Rafael Moura já ocupa a vaga do camisa 9. Ao lado dele, Gilberto deve ser o escolhido. Caio, opção mais utilizada até então, fez uma cirurgia no joelho e no tornozelo da perna esquerda e para por seis semanas.
"Não precisa falar muito. Temos cobrado, mudamos um pouco a estrutura lá, para quando eles chegarem até o grupo, eles terem um condicionamento parecido com o profissional. A mudança foi recente, então não temos a possibilidade de ver isso agora. Mas no futuro vão ter essa mesma performance que os jogadores do profissional", disse Dunga.
Déficit físico
A mudança no trabalho tem a ver com uma situação detectada ainda no início do ano. Dunga viu o grupo do chamado time sub-23 com um déficit físico. Não apenas por esse motivo, a categoria foi integrada às metodologias de trabalho do time profissional. Tanto que Osmar Loss, antigo técnico, passou a trabalhar no time júnior também. Sem competições no calendário, os garotos no limbo entre base e profissional passaram a fazer treinamentos mais fortes sob coordenação de Paulo Paixão.
"Os meninos da sub-23 estão fazendo um trabalho coordenado pelo Paixão e pelo Dunga para ficar em um nível senão igual, muito parecido com o que os profissionais estão trabalhando. Foi algo detectado pela nova comissão técnica, que viu um déficit neste sentido. Mas o trabalho mudou também porque o time sub-23 agora passou a integrar todo o trabalho do profissional, e antes era vinculado aos conceitos e trabalhos dos professores da base", comentou o assessor de futebol do time profissional, Roberto Melo.