“A própria declaração do André Santos dizendo que resolveu sair pelo acesso da imprensa sem avisar ninguém será utilizada. Não era o local apropriado, Inter e a Brigada Militar não sabiam que ele iria sair por ali. Não tem como o atleta sair por um portão impróprio e o clube ser punido por essa atitude”, disse Pastl que destacou que André Santos assumiu o risco ao deixar o Beira-Rio pela sala de imprensa.
“Na própria saída do Flamengo no Rio de Janeiro, assim como também houve na volta, os jogadores já haviam sido hostilizados. O nosso departamento jurídico vai mostrar que o atleta tomou uma decisão por sua conta em risco”, completou.
De acordo com a assessoria do STJD, Inter e Flamengo serão julgados de acordo com os artigos 191, I e 213, I, e §§1º e 2º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e art. 65, letras "b" e "c", 66 itens 1, 2 e 3, e 67 item 3 do Código Disciplinar da Fifa por não tomar as medidas para proteger o jogador que deixava as imediações do estádio acompanhado apenas por um segurança particular. A agressão a André Santos ocorreu depois da goleada por 4 a 0 do Colorado sobre o Rubro-Negro.
O julgamento no STJD ainda não tem dada definida. Pastl acredita que será no dia 9, sexta-feira, dois dias antes do Gre-Nal. Se punido (Inter pode perder até 10 mandos), o clássico poderá não ocorrer no Beira-Rio.