O bi da América nunca esteve tão próximo do Beira-Rio. E ele está perto porque o Inter foi a Guadalajara, no México, e bateu o Chivas por 2 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira, pelo primeiro jogo da final da Libertadores. Os gols de Giuliano e Bolívar deixam o clube colorado a um empate de mais um título.
A grande decisão da Libertadores acontece na próxima quarta-feira, às 21h50min, no estádio Beira-Rio, que certamente estará lotado – pois os ingressos já estão esgotados. Antes, porém, o Inter faz uma escala no Rio de Janeiro, onde encara o líder Fluminense pelo Brasileirão, no Maracanã, domingo.
Inter pressiona, mas Chivas é quem marca
Que grama sintética, que nada. No começo do jogo, o Inter transformou o moderno Omnilife no velho Beira-Rio de guerra e foi com tudo para cima. Explorando as jogadas, principalmente no lado esquerdo, Kleber quase abriu o placar aos 4. O lateral invadiu a área e mandou rasteiro. A bola beijou a trave e saiu para fora.
Depois, o Inter seguiu melhor, embora o Chivas tenha conseguido equilibrar a partida, embalado pelos gritos dos torcedores – que não lotaram o estádio. Mas o time de Celso Roth continuou com mais volume. E quase fez depois que Taison sofreu falta na entrada da área aos 28. Na cobrança, Alecsandro soltou uma bomba, que esbarrou no travessão. Foi o último lance do centroavante colorado, que pediu para sair logo depois, com uma cara de muita dor.
Além do camisa 9, Nei acusou dores, o que deixou os jogadores colorados mais receosos. Quem ganhou com isso foi o Chivas, claro. Após crescerem na partida, os mexicanos conseguiram aproveitar a única chance real que tiveram em toda a primeira etapa. Nos acréscimos, Bautista, sem marcação, cabeceou na entrada da grande área o lançamento preciso de Fabían. Renan estava adiantado. Gol: 1 a 0, Chivas.
Vira-vira de cabeça
O revés no apagar das luzes da primeira etapa não diminuiu o ímpeto colorado, que voltou do vestiário com a mesma disposição. Na pressão, o Inter buscava o gol, porém a bola insistia em não entrar e a zaga do Chivas fechou as portas da área e mostrou que sabe dar bico para frente quando é decisão.
Os mexicanos mostraram-se perigosos nos contragolpes, mas perderam a melhor chance, quando Renan furou o cruzamento e o atacante não aproveitou com o gol livre. Na resposta, pouco depois, D'Alessandro quase marcou um golaço de fora da área, quando mandou uma bomba que tirou tinta do ângulo.
A blitz colorada era grande, mas só deu resultado aos 27. E com o jogador mais predestinado do grupo: Giuliano. Num cruzamento precioso de Kleber, o meia colorado cabeceou sem chances para o goleiro Michel e deixou tudo igual.
O empate animou o Inter e o segundo gol foi questão de pouco tempo. Três minutos, para ser mais preciso, quando D'Alessandro cruzou da direita, Índio ajeitou para o meio da área onde estava seu companheiro de zaga, Bolívar, que tocou de cabeça para o fundo das redes e, por (mais uma) coincidência com 2006, repetir o marcador da primeira final de quatro anos atrás.
Os 15 minutos seguintes serviram apenas para os jogadores colorados tocarem a bola por sobre o gramado artificial do Onmilife e esperar o apito final. Como não há saldo qualificado na decisão, o Inter joga por um empate no jogo de volta para confirmar o bicampeonato da América.
Libertadores - final
Chivas 1
Luis Michel, Luna, Reynoso, Magallón e Ponce; Báez (Davila), Mejía e Fabian (Escalante); Arellano (Araujo), Bautista e Omar Bravo. Técnico: José Luís Real.
Inter 2
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Giuliano, D'Alessandro e Taison (Wilson Matias); Alecsandro (Everton/Rafael Sobis). Técnico: Celso Roth.
Gols: Bautista; Giuliano, Bolívar
Cartões amarelos: Fabian e Luna; Sandro
Arbitragem: Hector Baldassi, auxiliado por Ricardo Casas e Hernán Maidana (trio da Argentina).
Local: estádio Omnilife, em Guadalajara (MEX).
Inter vira pra cima do Chivas e bota a mão na taça
Giuliano e Bolívar marcaram os gols que deixam o Inter a um empate do bi da Libertadores